Epidemias contemporâneas e seus desafios relacionados à histeria coletiva

Enviada em 30/09/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê o direito à saúde e ao bem estar para todos os cidadãos. Entretanto, ao longo dos séculos, muitas epidemias atingiram a sociedade, como a Aids, Dengue, Zika, entre outras, cujo algumas passaram de epidêmicas para pandemias como por exemplo, o surgimento do vírus covid-19 que por sua vez, trouxe como característica o crescente nível da histeria global. Com isso, observa-se que no Brasil, hodiernamente, devido a evolução de surtos epidêmicos que já foram presentes no país, o isolamento social foi visto como um fator de tal avanço. Assim, tal situação ocorre tanto pela ausência de uma educação emocional quanto pela ampliação da ansiedade no meio social.

É primordial ressaltar que, a ausência de uma educação emocional é um fator notório do problema. Nesse sentido, segundo o escritor Rubens Alves, “a educação é comparada às asas e gaiolas, haja vista que proporcionam voos ou alienação”. Dessa forma, nota-se que a carência de ensino sobre psicologia e estabilidade emocional, colaboraram perspectivamente para uma ampla histeria coletiva, trazendo como característica a inexistência de mecanismos que auxiliem na adaptação e superação de momentos de crise, aumentando a instabilidade sociocomunicativa e dificultando a solução do dilema.

Ademais, a ansiedade é vista como o princípio desta problemática. Nessa perspectiva, mediante a obra “Utopia”, de Thomas More, é retratado uma sociedade livre de problemas psicológicos, todavia, de maneira análoga observa-se que em meio a evolução de doenças epidemiológica bem como, o surgimento do isolamento social, as consequências psicológicas se ampliaram em níveis crescentes. Segundo a OMS, no final do ano de 2019 os casos de ansiedade generalizada atingiram cerca de 68% da sociedade, originadas visivelmente pela histeria coletiva. Desse modo, é inadmissível que esses problemas ainda façam parte da estrutura social do país.

Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas para resolver os problemas relacionados a histerias coletivas em contextos epidêmicos. Para isso, o Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde, deve por meio do desenvolvimento de projetos sociais, conscientizar os cidadãos, sobre conhecimentos psicológicos, através de palestras e rodas de conversa, além de também, trabalhem na ampliação de programas que com base em campanhas públicas, apresentem como objetivo auxiliar a população em relação aos transtornos psicológicos, garantindo o bem estar previsto na Constituição.