Espetacularização da solidariedade na mídia
Enviada em 28/10/2024
O artigo 1 da declaração universal dos direitos humanos declara que os seres humanos nascem iguais em direitos e dignidade. Contudo, no decorrer da vida, os indivíduos encontram-se em situações contrastantes em questão de oportunidade Dito isso, alguns necessitam da solidariedade de outros para terem uma boa condição de vida. Desse modo, a espetacularização da solidariedade pode ser algo positivo, como a divulgação responsável, ou negativa, com o abuso da imagem de pessoas carentes.
Antes de tudo, cabe destacar a espetacularização negativa da solidariedade por influenciadores digitais. Visto isso, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o homem é capaz de ações negativas contra sua própria espécie. Nessa perspectiva, pessoas que trabalham com as redes sociais utilizam a imagem dos menos favorecidos para sensibilizar seus seguidores com narrações sensacionalistas e, devido a isso, angariar contratos publicitários devido ao engajamento dessas publicações. Nesse sentido, percebe-se a máxima de Hobbes nessa situação, no qual o ser humano tira proveito de outro em benefício próprio.
Além disso, vale frisar que a espetacularização da solidariedade também pode surgir de modo positivo. Nesse ínterim, a comoção da mídia tradicional e as redes sociais ajudaram na catástrofe das enchentes em maio de 2024 no Rio Grande do Sul. Em síntese, as fortes chuvas interruptas provocaram alagamentos, principalmente na capital Porto Alegre, resultando em milhares de desabrigados. Diante do exposto, a cobertura da televisão aberta sobre a situação dos gaúchos sensibilizou e resultou em doações de todos os estados do Brasil para os atingidos nas enchentes. Assim, percebe-se que, quando veiculada de forma responsável, exibir a situação de indivíduos em vulnerabilidade pode provocar reflexão e iniciar uma comoção empática para com outrem.