Espetacularização da solidariedade na mídia

Enviada em 28/10/2024

Com os avanços da globalização, que torna cada vez mais presente o uso de aparelhos eletrônicos no cotidiano das pessoas, ganha se um papel de destaque as redes sociais.Estas no caso, apresentam diversos conteúdos para serem consumidos, em especial episódios de boas ações. Entretanto, existe um crescente indice de exploração de atitudes, nas quais deveriam ser consideradas altruistas, á medida em que a excessiva exposição midiática de catástrofes torna se para benefício próprio. Dessa forma, precisa se formentar medidas que reduzam esse tipo de proveito social.

Nessa perspectiva, na série Black Mirror, da plataforma Netflix, em determinado episódio mostra uma sociedade preocupada excessivamente com as aparências e com excessivo uso da tecnologia, que por meio de canais de comunicação, divulga e julga as notas dos indivíduos, baseadas nas politicas de boa vizinhança e manifestações sociais. Paralelamente a isso, não é muito diferente da realidade, visto que figuras públicas abusam de postagens para ‘‘autodeterminar’’ sua boa índole e se autopromover nas mídias, utilizando se muitas vezes a dor do outro para ganhar views e seguidores. Dessa maneira, necessita se criar âmparatos civis para possibilitar uma maior consciência comum.

Ademais, as tragédias no Rio Grande do Sul, causadas pelas enchentes, que resultaram na perda de casas e vidas de grande parte dos habitantes, causou grande comoção nacional, a qual gerou diversos atos solidários por todos os estados do Brasil. Em contrapartida, em pesquisas divulgadas pela uol, demonstra que emissoras televisionistas, usufruiram dessa situação, para ganharem mais público e popularidade.Nesse viés, carece se de uma maior fiscalização publicitária.

Portanto, é necessário adotar parâmetros que reduzam esse ‘’espetáculo’’ em torno da sofrência de terceiros. Cabendo as instituições formadoras do cidadão, introduzir práticas que induzam uma maior sapiência populacional, por meio de palestras e atividades que abordem o tema. Também cabe uma maior rigidez fiscal da ética nos conteúdos circulados, por meio de a implementação de ONGs, que atuam na autorregulamentação publicitária. Contribuindo assim, para uma melhor convivio nesse novo espaço técnico-científico.