Espetacularização da solidariedade na mídia
Enviada em 29/10/2024
Conforme o sociólogo Noam Chomsky, a mídia, reproduzindo informações e propagandas, conduz os pensamentos e ações dos indivíduos. Com isso, é possível notar que a espetacularização da solidariedade em mídias sociais torna-se algo de benefício próprio para conseguir engajamento. Nesse sentido, isso ocorre, devido não só a questões governamentais, mas também por fatores socioculturais.
Em primeiro plano, vale salientar que, por questões governamentais, a falta de condições básicas de vida para as pessoas fomenta a espetacularização da solidariedade na mídia. Nessa lógica, segundo o filósofo Aristóteles, a política é uma virtude e tem como função garantir mais dignidade para o bem social. Paralelamente ao pensamento aristotélico, observa-se a carência de respaldo político, ao não proporcionar projetos sociais com garantia plena à saúde, comida, lazer, educação, etc. Dessa forma, a escassez de medidas políticas estimula ainda mais a desigualdade social.
Além disso, nota-se como fatores socioculturais promovem a espetacularização da solidariedade por meio da falta de empatia. Diante disso, segundo o filósofo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar que não está submetida à vontade individual, mas influencia-se por um conjunto de normas sociais. Com isso, a sociedade, por agregar pensamentos egoístas, reverbera ainda mais a divergência social por meio do desprovimento de senso coletivo para realmente ajudar o próximo. Dessa maneira, é possível observar como
pensamentos egoicos afetam a integração de um ser humano na sociedade.
Portanto, é imperativo amenizar tal óbice. Sendo assim, o Ministério da Cidadania — órgão responsável pela garantia de direitos básico do cidadão — deve, por meio intermédio de políticas públicas, estabelecer de maneira efetiva condições básicas de vida com saúde, comida, lazer e educação de qualidade, garantindo pleno alcance de todos, a fim de proporcionar direito pleno constitucional de cidadania.
Ademais, o Ministério da Cidadania também deve realizar campanhas, por meio de palestras, a fim de explicar sobre solidariedade e empatia genuína na sociedade. Exercendo tais medidas, o Estado concordará com a Constituição e irá proporcionar mais dignidade para o bem social.