Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 03/09/2019

Na Grécia antiga os esportes faziam parte da cultura do povo grego, tanto é que as olimpíadas representavam um dos maiores eventos de integração e paz entre os povos. Nos dias de hoje, o esporte tem funções de inclusão social e combate às desigualdades na sociedade brasileira. No entanto, a falta de investimentos públicos em infraestruturas no esporte para periferias impedem com que o esporte seja ferramenta de consolidação da cidadania.

Em primeiro lugar, o esporte é imprescindível no combate às desigualdades sociais e consolidação da cidadania. Isso pode ser verificado por meio dos trabalhos realizados por ONGs de inclusão social através do esporte, que como relatado pela Organização das Nações Unidas, as instituições que realizam eventos e projetos esportivos, como o campeonato “Taça na Favela”, democratizam o lazer e a atividade física para jovens de periferia. Desse modo, o esporte torna a sociedade mais igualitária, visto que garante aos cidadãos direitos assegurados na Constituição Cidadã, como por exemplo o direito a lazer, saúde que são imprescindíveis para atual sociedade, o que reforça a necessidade de melhores investimentos.

Nessa lógica, a ineficaz aplicação dos investimentos públicos relacionados ao esporte inibe a promoção da igualdade por intermédio do esporte e quebra o contrato social. Sob a perspectiva do filósofo contratualista John Locke, o Estado surge a partir de um contrato social, em que sua função é garantir o bem-estar do povo e respeitar a regras estabelecidas pela sociedade em sua Carta Magna. Dessa forma, a falta de investimentos públicos em esporte inviabiliza o acesso dos mais pobres ao esporte, pois dependem em sua maioria do Estado, que por conseguinte quebra o contrato social referido por Locke, por não garantir o bem-estar a população, o que inviabiliza o combate à desigualdade e a consolidação da cidadania.

Portanto, o investimento estatal no esporte se torna crucial na promoção da desigualdade e cidadania no Brasil. Para que, as políticas públicas de esporte atendam de forma universal a população, urge que o Ministério da Educação promova o acesso ao esporte nas escolas públicas, por meio da construção de quadras poliesportivas em todas as escolas. Além disso, o Ministério Público deverá exigir das instituições políticas a utilização do esporte nas periferias como agente redutor da criminalidade, pois promoverá o acesso a oportunidades aos jovens de periferia o que favorece a consolidação da cidadania, pois o Estado agirá de forma análoga ao proposto por Locke. Somente assim, o esporte se tornará uma ferramenta de motivação e combate às desigualdades e as diferenças assim como utilizado na Grécia Antiga durante as olimpíadas.