Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 10/10/2019
O filme americano “Duelo de Titãs” retrata a história de Bonne, um técnico de futebol americano negro que assume um time universitário até então racista. No longa, Bonne, através da sua liderança, conquista o respeito de todos e muda a vida dos seus atletas ao ensinar a essência do respeito ao próximo, tornando seus jogadores melhores cidadãos. Infelizmente, a história de Bonne ainda é pouco vista no cenário brasileiro, uma vez que o esporte não está tão presente na formação desses jovens. É notório que não só a falta de investimento na educação básica, mas também a polarização da mídia contribuem para essa problemática.
De início, é necessário destacar, que o corte de investimentos na educação contribui para o afastamento do esporte na formação do jovem. Isso porquê, diante dos cortes orçamentários realizados, cada vez menos tem se adquirido estruturas básicas para a pratica de atividades esportivas. Prova desse fato, é que 3 a cada 4 escolas no Brasil não possui quadra poliesportiva, segundo o INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais). Consequentemente, há um distanciamento do jovem da realização dessas atividades e a piora na sua formação, uma vez que o esporte é fundamental, pois, estimula diversas habilidades e distância o jovem da criminalidade..
Além disso, a polarização da mídia para o futebol masculino, distância o uso de outros esportes na formação ideal. Para o filósofo brasileiro Paulo Freire é necessário o questionar todas as naturezas das situações históricas e sociais, o termo ao qual se referiu como “conscientização crítica”. Nesse sentido, a instrução do filósofo traz um alerta para a sociedade brasileira, uma vez que a mídia comumente da atenção ao milionário futebol masculino, estereotipa-o, como um esporte de homens e desmerece a prática de outros menos sociais. O resultado disso é uma menor participação do esporte na formação desses jovens, uma vez que o futebol é persistente nas escolas, há o afastamento daqueles que não gostam e aquelas que não se sentem representadas pela prática esportiva.
Diante desse exporto, fica claro a necessidade de solucionar essa problemática. Para isso, cabe as Secretarias de Educação Municipais melhorarem as estruturas esportivas escolares, através da concessão de obras e a aquisição de novos materiais, para que, assim, os jovens possam ter o acesso básico a essas atividades e o esporte possa contribuir na sua formação. Já o Ministério da Cidadania,deve estimular a descentralização dos esportes, por meio de parcerias com os veículos de comunicação, de modo que o futebol tenha um maior destaque e outras praticas esportivas sejam estimuladas entre os jovens, logo assim, tornando o esporte parte da formação de todos. Destarte, casos como o de Bonne serão uma realidade no cenário nacional.