Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 28/08/2019

Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmo direitos e deveres. No entanto, no Brasil, a existência da desigualdade social provoca efeitos negativos, como o aumento da criminalidade e da descriminalização. Consequentemente, a perda da cidadania, o que implica a possibilidade da utilização do esporte como ferramenta de ascensão social. Assim, fomenta maior empenho do Poder Público e da sociedade civil utilizar esse recurso da melhor maneira para ajudar na integração social.

Primeiramente, é evidente que muitos avanços já foram conquistados no que tange à efetivação de núcleos poliesportivos instalados em locais de vulnerabilidade social. Pode-se mencionar, por exemplo, o Programa Segundo Tempo que oferece atividades de múltiplas vivências esportivas para todas as idade com trabalhos desenvolvidos por professores de educação física e moradores de comunidades. Contudo, são medidas pontuais, incapazes de tornar o esporte efetivo e acessível a todos, visto que não só a maioria desses centros está mal distribuída no país, mas também a disponibilidade de professores específicos ainda é escassa.

Ademais, outro desafio para implementação do esporte no cotidiano é a negligência estatal, uma vez que o governo nem sempre cobra das instituições de ensino aulas de educação física realizadas nas quadras e os baixos investimentos estruturais em ginásio de esporte. Conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o local do início da prática esportiva seria em escolas com orientação de professor. Nesse contexto, a escola se torna um importante vetor para disseminar a cultura e a importância do esporte na sociedade brasileira. Dessa maneira, o cumprimento dos direitos ao acesso ao esporte e ao desenvolvimento pessoal, assegurado na Constituição Federal de 1988, torna-se uma obrigação constitucional.

Portanto, deve-se garantir a oportunidade da prática de esporte ao máximo de pessoas no país. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Esporte, juntamente com as escolas públicas e privadas, desenvolver um projeto de implementação de quadras poliesportivas em escolas que não as possui e a capacitação de profissionais na área, feito por meio de investimentos destinados parte do orçamento nacional, para que escolas (frequentada pela maioria dos brasileiros) consiga implementar a cultura do esporte. Além disso, o Ministério deveria equipar mais praças com academias abertas. Assim, a perspectiva do filosófica de São Tomás de Aquino seria concretizada.