Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 14/10/2019

Por volta do ano de 1984, o britânico Charles Miller trouxe para o território brasileiro uma bola de futebol e um conjunto de regras, o que logo despertou na população um espírito esportivo, infelizmente as práticas de exercícios físicos eram restritos ao entretenimento da elite. A partir disso, de maneira semelhante, vê-se a necessidade, hoje, de discutir no Brasil sobre a importância do esporte ao gerar inclusão e cidadania. Nesse sentido, cabe analisar problemáticas como a ausência de locais para as práticas esportivas e a inacessibilidade dos portadores de deficiência física, em busca de soluções eficientes para findar essa óbice.

Em primeiro plano, é ideal esclarecer que a falta de espaços para as práticas de exercícios físicos, faz com que os jovens fiquem sem esperanças de praticá-los, e procuram outros meios para lazer e divertimento, como a criminalidade. Segundo dados do MEC (Ministério da Educação e Cultura), apenas 31% das instituições de ensino públicas possuem os  equipamentos necessários para as aulas de educação física. Em suma, tal fator deveria ser reparado, visto que alguns esportes, como o futebol oferece possibilidade de profissionalização, uma vez que ajuda o jovem a inserir-se no mercado de trabalho e dessa forma ele estará distante dos crimes, pois terá outras oportunidades e  perspectivas.

Ainda sob esse panorama, interessa lembrar que a natureza esportiva envolve a participação e a inclusão, contudo os indivíduos com deficiência que praticam atividades físicas precisam de acessilidade, isso faz parte de sua cidadania, mas muitas vezes é ignorado no planejamento de espaços desportivos pelos órgãos públicos. Todavia, na Grécia Antiga os jogos olímpicos eram de grande importância, pois formavam fortes combatentes de guerra, porém os deficientes eram excluídos dessas atividades. Em síntese, essa premissa permite, então, que se compreenda que os direitos dessas pessoas não eram respeitados, pois além de sofrerem preconceito não haviam locais suficientes para às práticas de atividades físicas, o que futuramente os ajudariam a possuir independência.

Diante desses aspectos, é necessário tomar medidas para deslindar a prolemática questão da falta de inclusão e a falta de espaços para práticas esportivas no território brasileiro. É preciso que o Ministério do Esporte, em conjunto com o Governo Municipal façam obras esportivas nos munícipios, como quadras e espaços adaptados para deficientes físicos. Para que os jovens desfrutem desses meios para praticar atividades físicas e não recorrerem a criminalidade, e a fim de incluir os deficientes nessa esfera desportiva. Dessa forma, os exercícios físicos tornaram-se cotidianos, visto que haverá locais para praticá-los.