Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 03/09/2019

Na antiga Grécia, o esporte desempenhava o papel de inclusão e interação de diversos povos.  Nesse sentido, observa-se no Brasil contemporâneo, um potencial para a mesma finalidade, além de utilizá-la como ferramenta de promoção da cidadania, e outrossim, combater problemas sociais. Contudo o Governo e a população mostram-se negligentes a isso, sendo um problema que deve ser discutido e solucionado.

Sob a perspectiva filosófica de Emilie Durkhein, a escola é o segundo mecanismo de socialização, e seus valores transmitidos tendem a se perpetuar. Á vista disso, o esporte pode se utilizado como meio de inclusão, promoção da igualdade e cidadania desde à infância, considerando que essa prática estimula o respeito e a coletividade entre os indivíduos. Todavia, há um foco excessivo no futebol nesse ambiente, desincentivando à realização de outros esportes, e por conseguinte a não inclusão  de todos os alunos.

Ademais, a falta de investimento governamental em infraestrutura, impede a aproximação plena a todas as pessoas. Desse modo, vê-se que o artigo 215° da Constituição Federal de 1988, que assegura a valorização e acesso a manifestações culturais, que compreende o esporte, encontra obstáculos em seu cumprimento, resultando no desrespeito dos direitos cidadãos, e difícil alcance dos benefícios desportivos.

Mediante a essa realidade, urge a necessidade de uma intervenção. Portanto, é imprescindível que as escolas abordem nas aulas de educação física, os diversos esportes, de forma dinâmica, com vistas a incentivar o trabalho coletivo e o respeito, e dessa forma, a construção de valores. É imperioso também, que o Governo por meio do Ministério do Esporte, através do redirecionamento de verbas, que construa ambientes desportivos, com a presença de profissional especializado em educação física, a fim de promover a interação por intermédio do esporte e, enfim, ampliar a cidadania no país.