Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 08/09/2019
A Constituição de 1988 institui aos cidadãos os direitos políticos, sociais e civis. Este último, não obstante, torna em evidência a questão atual do direito à cidadania com obstáculos em seu pleno exercício pelos brasileiros: é fato que a democratização do esporte encontra barreiras, impasse com pilares no impedimento da iniciativa escolar e falta de intervenção governamental. Nesse contexto, é necessário a análise do problema para se resolvê-lo.
A priori, é válido ressaltar a inclusão escolar promovida pelo esporte. Assim, é indubitável que o fator de socialização é ampliado aos estudantes que, em detrimento às práticas esportivas, têm uma motivação para permanecerem nos estudos. Por outro lado, contudo, infere-se, na atualidade, escolas sem a devida estrutura física para suportar o incentivo ao esporte: de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, quase 75% das escolas públicas brasileiras do ensino fundamental não possuem quadra de esportes, o que evidencia que o problema encontra-se em larga escala.
Ademais, em segundo plano, institui-se o esporte como potencializador do fim de práticas ilícitas. Dessa maneira, a inserção social promovida impede que os jovens permaneçam - ou, até mesmo, entrem - no caminho de atos criminosos, tais como furtos e uso de drogas. Logo, pode-se traçar um paralelo do exposto com a filosofia determinista, que promove o indivíduo como o produto do meio em que vive, visto que o seu ambiente de convívio não será tóxico. Nesse âmbito, garante-se a cidadania, bem como prevê a Constituição.
Portanto, urge que o Poder Público estabeleça, a curto prazo e por meio de um pacote de verbas destinado aos municípios, a construção de uma quadra esportiva em cada escola que ainda careça de uma. Também, é mister que o ambiente esteja aberto não só aos estudantes nas aulas de Educação Física, mas para toda a comunidade escolar, de modo que todos possam usufruir do espaço. A medida tem o fito de ampliar o poder civil e social do esporte a todos os brasileiros, de modo que o produto do meio da sociedade, visto a participação, tenha frutos benéficos, como a queda da criminalidade e a influência à permanência e ao convívio escolar.