Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 10/09/2019

Um tema bastante discutido, atualmente, é a relação entre esporte e cidadania no Brasil. Essa interligação é muito relevante, uma vez que promove a construção de uma sociedade mais agradável e menos preconceituosa. Afinal, atividades esportivas proporcionam um sentimento de identidade coletiva aos envolvidos nas práticas e incluem, socialmente, diversas pessoas de estratos sociais marginalizados.

Em primeiro lugar, a identidade coletiva é consequência de um processo histórico iniciado na Grécia Antiga. Durante os Jogos Olímpicos, as guerras helênicas, que ocorriam com frequência, cessavam, e os cidadãos gregos se reuniam no panteão grego para assistirem às práticas esportivas da época. Consequentemente, os amantes desses esportes se envolviam, sobretudo, por meio de uma identidade coletiva baseada em um interesse comum: o próprio amor pelo esporte. Tal identidade se enraizou ao longo da história e, por isso, é notada nos dias atuais. Afinal, durante jogos de futebol, por exemplo, torcedores se reúnem nos estádios para assistir aos jogos futebolísticos independentemente da cor da pele, poder aquisitivo ou estrato social.

Em segundo lugar, essa prática também promove cidadania por meio da inclusão social, o que engloba negros, mulheres, deficientes físicos, idosos, jovens e crianças. Isso acontece, devido à pluralidade notória no esporte, ou seja, devido às diversas opções de atividades proporcionadas por ele. Em várias escolas, por exemplo, existem quadras poliesportivas, as quais possibilitam práticas, como futsal, vôlei, basquete, handebol, entre outras que podem se adequar a qualquer público. A partir disso, surgem interações sociais entre pessoas de diversas esferas sociais, amenizando, por conseguinte, preconceitos e discriminações. O próprio médico esportista Paulo Muzy concorda com a ideia ao afirmar que, por meio do esporte, as pessoas podem se sentir mais aceitas socialmente, pois constroem novas amizades e não se sentem inferiorizadas por outras de posições sociais privilegiadas.

Portanto, o esporte promove cidadania por meio da identificação coletiva de seus envolvidos e da inclusão social. Logo, cabe ao Ministério do Esporte investir na construção de mais quadras poliesportivas no Brasil, de modo que sejam acessíveis a qualquer público. O Ministério da Saúde também pode atuar por meio de palestras, ministradas por médicos esportistas e atletas em escolas e universidades, que incentivariam seus alunos a praticarem algum exercício físico, abordando os benefícios dessa atividade para eles e suas próprias experiências como esportistas. Dessa forma, os brasileiros vão mudar seu estilo de vida a partir do esporte, tornando-se mais incluídos e identificados socialmente.