Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 13/09/2019
A Constituição Brasileira de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante a todos os cidadãos o acesso ao esporte e o exercício pleno da cidadania. No entanto, mais investimentos devem ser feitos para a aplicabilidade plena da lei. Se por um lado o esporte agrega valores e colabora para a diversidade cultural; por outro, o Estado tem negligenciado a aplicação do capital em políticas públicas voltadas aos esportes.
Em primeira instância, é importante ressaltar os inúmeros benefícios causados pela prática de atividades saudáveis. Exemplo disso são os valores sociais e psicológicos aprendidos, que ajudam as pessoas a viverem com respeito, diversidade e coletividade. De acordo com Aristóteles, o homem é um ser social. Nesse sentido, o esporte é um grande facilitador para a convivência em grupo de forma diversificada, além de ensinar que os outros indivíduos devem ser respeitados independente do sexo, religião ou cor da pele. Logo, torna-se evidente a necessidade do incentivo às práticas esportivas. Paradoxalmente, mesmo com os diversos pontos positivos, o Estado juntamente com as escolas tem falhado na inserção do exercício. Segundo o Ministério da Educação, em 2016, a cada dez escolas públicas, apenas quatro tinham quadras poliesportivas. É notória a falta de aplicação de verbas para crescer o número de praticantes de desportos. Por conseguinte, muitos jovens saem da escola e entram em caminhos ilegais, como o tráfico e por muitas vezes acabam presos ou mortos. Sendo que o esporte é uma alternativa e solução viável para a retirada de jovens das ruas e ajudá-los com transferência de valores e plena cidadania.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas com a finalidade de dirimir esses problemas e aplicar a lei. Cabe a mídia, com o seu poder influenciador, por meio de campanhas publicitárias e ficções engajadas, ressaltar a importância dos esportes e incentivar todos à prática de hábitos saudáveis e valorosos para a formação cidadã. Por fim, o Estado em consonância com as escolas, investirem em políticas públicas destinadas ao esporte, além de melhorar a infraestrutura de locais de lazer e criar com as verbas destinadas ao Ministério do Esporte, quadras poliesportivas nas escolas e lugares desfavorecidos. Assim, o acesso ficará mais fácil, e os praticantes aumentarão exponencialmente, ademais, a geração futura não terá os mesmos impasses que a atual.