Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 13/09/2019

As práticas esportivas, além de desempenharem um papel essencial na manutenção da saúde do corpo, também colaboram com a formação do indivíduo social, pois fazem parte dos fundamentos dos esportes o respeito ao próximo, respeito às regras e a disciplina, além de promover inclusão social. Nesse sentido, o esporte deveria fazer parte da vida de todos os cidadãos, no entanto, a realidade se distancia da proposta: poucos investimentos em infraestrutura e projetos sociais, bem como o sedentarismo corroboram o afastamento do público das atividades.

A Constituição Federal de 1988 prevê a garantia dos direitos básicos do cidadão, tais como esporte, educação e lazer. Sob essa perspectiva, existem ONGs, como o Instituto Esporte Educação em São Paulo, que promovem atividades esportivas e socioeducativas para adolescentes e crianças, a fim de contribuir para a formação cidadã, e distanciar os jovens da criminalidade. Todavia, as verbas destinadas aos projetos são insuficientes para a continuidade dos trabalhos com excelência; a infraestrutura e os profissionais são negligenciados, afetando a qualidade do serviço. Ainda, as cidades do interior do país não recebem a mesma atenção que as capitais, tendo o número de instituições sociais disponível em menor escala.

De outra parte, o sedentarismo também impede que o esporte faça parte da rotina dos brasileiros. Hodiernamente, a cultura do imediatismo reflete na saúde física do indivíduo; todas as coisas precisam ser feitas rapidamente, com isso, a alimentação se torna desregrada, e o tempo para atividades físicas é preenchido por trabalho. Com efeito, essa substituição de atividades traz malefícios ao organismo como sobrepeso, ansiedade, impaciência e depressão. Logo, o hábito de praticar atividades esportivas deveria ser naturalizado para, assim, a sociedade se desenvolver de maneira mais saudável.

Diante dos fatos supracitados, urge que medidas sejam tomadas para mitigar a problemática. Caberia ao Ministério do Esporte a destinação de verbas às ONGs a fim de aprimorarem seus serviços, e incentivar a expansão de projetos sociais para regiões ainda não contempladas; ainda, em parceria com a mídia, a divulgação das instituições e seus trabalhos, para promover maior visibilidade, adesão e investimento. À população, por sua vez, competiria a sensibilização quanto aos benefícios do esporte e praticá-lo. Dessa maneira, a cidadania e o bem-estar social estariam mais bem assegurados.