Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 17/09/2019
Hà quem diz que desde a época dos seres primitivos já havia a prática do esporte, quando para sobreviver precisavam lutar, correr, praticar o arco e flecha, dentre outras atividades. Além do mais, relacionavam-se os esportes aos rituais e práticas religiosas, os cultos aos Deuses. No Brasil, a paixão nacional é o futebol, visto que é um dos esportes mais inspiradores para os brasileiros. Contudo, é notório a falta de visibilidade das mulheres nesse meio e a dificuldade de inserção dos jovens economicamente mais carentes.
Em dois mil e nove, a Revista Época lançou uma reportagem que listou Marta Vieira da Silva como um dos cem brasileiros mais influentes daquele ano. Também, ela foi escolhida seis vezes como melhor futebolista do mundo, sendo cinco de forma consecutiva - um recorde não apenas entre mulheres mas também entre homens. Nesse contexto, é cabível ressaltar a capacidade feminina de inserir-se em um esporte cujo é julgado como masculino, somado à sua importância na sociedade, pois, dessa maneira as mulheres ganham espaço e podem enaltecer suas vontades. Ademais, essa classificação de gênero não condiz com o artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil, o qual afirma que, sem distinção de qualquer natureza, todos são iguais em direitos e liberdade.
Em segunda análise, além do futebol ser uma forma de inclusão social, é ainda uma possibilidade para muitos jovens que sonham em ter uma melhor condição de vida. Sabe-se que a adolescência é o ponto auge de sonhos e a força de vontade faz-se companheira. Todavia, a maior parte das escolas preparatórias para os jogadores são particulares, dificultando a entrada das crianças que não possuem uma condição financeira para bancar o sonho. Sabe-se que hà diversos atletas que poderiam ser descobertos como grandes profissionais e sair das mazelas sociais, se não houvesse esse descaso de oportunidades.
Por fim, é evidente que o esporte tem papel fundamental na sociedade, que colabora com a inclusão social e com a promoção de saúde física e mental das pessoas. No entanto, para que não ocorra de forma desigual, é necessário que o governo implante uma política de condições que dê acesso a todo e qualquer cidadão à ingressarem em escolas de futebol profissionalizantes. Também é importante que as comunidades se reúnam e façam campanhas enfatizando o significativo papel da mulher no meio esportivo, quebrando esse tabu da sociedade. Dessa maneira, será possível promover a prática respeitosa, segura e transformadora do esporte.