Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 18/09/2019
No filme Invictus, o personagem do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, busca unir uma nação, dividida pelo apartheid, por meio do esporte. Nesse caso, a ficção imitou a realidade, uma vez que, o esporte vem unindo povos desde a criação dos jogos olímpicos na Grécia Antiga. Porém, hodiernamente, no Brasil, alguns entraves dificultam essa interação, como a acentuada desigualdade social e a falta de investimentos no setor.
Em primeiro plano, urge analisar os motivos que empecilhar a prática de esportes. O cientista norte-americano Carl Sagan dizia que as paixões humanas pelos esportes são tão profundas, que, provavelmente, estão arraigadas em nossos genes. Desse modo, é notório que a necessidade de praticar esporte é inerente ao ser humano, no entanto, muitas pessoas encontram empecilhos para isso, ora por falta de tempo, por terem que trabalhar em vários empregos com baixa remuneração, ora por falta de espaços adequados para a prática esportiva. Assim, muitos acabam deixando de lado o lazer, para poderem dedicar-se à necessidades mais urgentes.
Ainda, outro fator a salientar é a importância dos esportes como integradores sociais. É evidente que, além da diversão, as pessoas encontram no esporte um meio de interação social, isso destaca-se ainda mais entre os jovens e os idosos, visto que, possuem uma maior tendência ao isolamento. Além disso, nas comunidades carentes, o incentivo à pratica de esportes auxilia na retirada de jovens das ruas fora do horário escolar, evitando que busquem outros meios, alguns ilícitos, de distração.
Dessarte, faz-se imprescindível a tomada de medidas que revertam o entrave abordado. Posto isso, concerne ao Estado, mediante Ministério do Esporte, a criação de mais áreas de lazer e centros poliesportivos, em áreas afastas de grandes centro urbanos, com professores à disposição, no intuito de promover a integração social e assegurar os direitos à educação e lazer garantidos pela Constituição de 1988.