Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 24/09/2019

“Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?”. O trecho da música da banda Skank, denota a associação que muitos brasileiros fazem, sobretudo, crianças e jovens, entre o esporte a superação da marginalização, desigualdade social e busca por melhores condições de vida. Logo, o esporte e a cidadania estão intimamente ligados no Brasil, por este ser um meio de fazer valer a Constituição de 1988, apelidada de Cidadã.

Em primeiro lugar, é válido destacar a grande desigualdade socioeconômica que o país enfrenta. Assim, muitos jovens, crianças e adolescentes enxergam o esporte como única forma de ascensão social devido a ausência do Estado em disponibilizar outras formas de mobilidade social como, por exemplo, uma educação pública de qualidade conforme determina a Constituição do Brasil. Dessa forma, as disparidades de direitos na sociedade brasileira influencia muitos cidadãos a acreditarem no esporte como única ferramenta para vencer os abismos de classes no país.

Ademais, é fundamental analisar o papel do esporte na luta contra a inserção de indivíduos na criminalidade. Sob essa ótica, pode-se averiguar, por exemplo, a “Taça das Favelas”- competição futebolística com jovens das comunidades cariocas-, que apontam aos moradores dessas áreas outras formas de conquistar a cidadania e ascender socialmente dentro da legalidade. Sendo assim, o esporte é um obstáculo para o avanço da criminalidade sobre os jovens que residem em áreas periféricas.

Depreende-se, portanto, que o esporte promove a cidadania e vice-versa, possibilitando a prática da Constituição Cidadã. Assim, é fundamental que as Secretarias de Esporte e Lazer dos municípios construam centros esportivos com auxílio do Estado, a fim de facilitar e possibilitar as práticas esportivas, sobretudo, em locais onde a presença do Governo é ínfima. Além disso, o Ministério do Esporte deve investir em outras modalidades esportivas que não são tão difundidas pelo país, a exemplo da ginástica artística, possibilitando aos mais novos a prática de outros esportes. É lícito, ainda, que o Estado incentive e apoie as ONGs e instituições que promovam a conquista da cidadania através dos esportes.