Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 03/10/2019

O filme “Invictus” retrata o caráter transformador do esporte em uma África do Sul recém libertada do opressivo regime do Apartheid. Esse poder de mudança também se estende ao contexto de cidadania, visto que investimentos nesse setor da economia têm o potencial de regatar jovens de situação de risco e melhorar a qualidade de vida da sociedade brasileira como um todo. Nesse sentindo, é essencial que o esporte seja valorizado como uma ferramenta de inclusão social e de cidadania.

Em primeiro lugar, devemos analisar os benefícios que o esporte traz as populações mais carente. A esse respeito, o esporte e a cidadania jogam juntos, na medida em que essa prática traz não só uma vida saudável, como também melhorias cognitivas e na convivência social, como o respeito e o trabalho em equipe. Esse pensamento é corroborado pelas Nações Unidas em seu “Relatório sobre o Esporte para o Desenvolvimento e a Paz de 2003”, afirma que o esporte por sua própria natureza envolve participação. Portanto, é evidente que essa prática promove a cidadania.

Todavia, no Brasil, o investimento ao esporte é precário. De acordo com dados do INEP, apenas 26% das escolas públicas de ensino fundamental possuem quadra de esporte, isso impede a democratização da prática do esporte. Por conseguinte, a população carente perde a oportunidade de ascensão social, visto que o esporte oferece a possibilidade de profissionalização e de inserção no mercado de trabalho. Assim,  sem essa importante ação de inclusão social, esse jovens ficam vulneráveis à entrarem pro crime, pois precisam de provimento das necessidades próprias e da família.

Torna-se claro, portanto, a relevância que o esporte tem na sociedade para garantir a cidadania. Urge que o Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas governamentais, disponibilize em todas as escolar públicas, locais apropriados para a prática esportiva e,também, deve contratar professores de educação física qualificados, a fim de que os estudantes pratiquem esportes semanalmente, para desenvolver habilidades, como o trabalho em equipe e o respeito. Além disso, o MEC, com auxílio dos professores, devem recrutar jovens talentosos desde cedo, para desenvolver suas carreiras esportivas com salários dignos e perspectiva de crescimento. Assim, o Estado terá em mãos uma arma poderosa a favor da inclusão, com a mesma competência  de Nelson Mandela, eternizada em “Invictus”.