Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 02/10/2019
As Olimpíadas e as Paraolimpíadas representam um enorme avanço da cidadania, visto que ela objetiva o respeito entre os adversários. Contudo, no Brasil, nota-se que o propósito dessa prática esportiva é manchado quando não só a sociedade age de modo intolerante, mas também quando o Estado age com negligência acerca da promoção de ambientes atléticos.
Em primeiro plano, convém mencionar os casos de violência nos estádios brasileiros de futebol. Conforme a lei da Torcida Única, em jogos de forte rivalidade, o time visitante é ausente de apoio de torcedores em solo adversário. Tal medida legislativa foi criada para minimizar a desarmonia entre indivíduos fanáticos de cada equipe. Diante disso, observa-se que a intolerância ao diferente acarreta em uma desarmonia social, na qual o esporte é ineficiente em produzir os ideias olímpicos e paraolímpicos. Sendo assim, evidencia-se que a inviabilização desses pensamentos implica na redução da cidadania entre as pessoas do país.
Além disso, vale ressaltar que a inoperância estatal em gerar locais de exercícios conecta-se com a violência nos estádios. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 1/3 das escolas públicas não usufrui de quadras esportivas. Devido a isso, vê-se que a insuficiência desses ambientes contribuem para manifestações agressivas, as quais resultam no desrespeito aos legados olímpicos. Logo, analisa-se que a revogação desses ideais transgride o sentimento de cidadania, visto que ele é marcado pela tolerância entre os rivais.
Em síntese, portanto, cabe ao Ministério da Educação elaborar cartilhas que demonstrem a importância da cidadania. Nesse aspecto, ao utilizar-se de ideias respeitosas contidas nas olimpíadas e paraolimpíadas, os livretos proporcionarão o despertamento da cidadania nos jovens. Desse modo, a sociedade brasileira agirá de forma consciente em tratar um rival e, consequentemente, reduzirá os números de violência nos estádios. Por conseguinte, a lei da Torcida Única será cancelada. Em seguida, cabem aos estados o papel de destinar recursos para a expansão de quadras.