Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 04/10/2019

Na obra “Utopia”, de Thomas More, é criado um local onde toda população é saudável e o preconceito inexiste. Na realidade brasileira, entretanto, ocorre justamente o oposto, a falta de cidadania no esporte ainda é uma problemática de enorme relevância. Sob esse aspecto, é imprescindível a discussão acerca das causas, consequências e possível medida para atenuar tal impasse.

Mormente, as discriminações são os principais causadores desse entrave, visto que, coíbem a participação das minorias, como moradores de periferias e deficientes nas práticas esportivas. Nesse contexto, a Constituição Federal, de 1988, prevê a todo cidadão o direito à vida e à integração social, o que, lamentavelmente, não estão sendo garantidos. Por isso, é inadmissível que uma nação, dita democrática, permaneça inerte perante essa situação.

Em segunda análise, o prejuízo à saúde desses indivíduos é um legado da perda de sua cidadania. Pois, afeta tanto fisicamente, quanto psicologicamente, em razão da escassez do esporte, que corrobora maior risco de doenças cardiovasculares e redução do pertencimento na sociedade. Portanto, é inaceitável que um país, signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, não assegure, minimamente, a integridade de toda população.

Diante disso, para que as prescrições constitucionais não sejam apenas teóricas, mas se torne medida prática, é necessária uma ação mais organizada do Estado. Assim, o Ministério da Saúde precisa amenizar as formas de preconceitos existentes na sociedade, por meio de campanhas socioeducativas, realizadas em escolas e praças públicas, com profissionais na área, a fim de garantir a cidadania, o acesso ao esporte e uma vida saudável a toda comunidade. Com isso, o Brasil será mais humanizado, evoluído socialmente e dará um importante passo em direção ao lugar idealizado por More.