Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 04/10/2019
Segundo Sigmund Freud, criador da psicanálise, “Impulsos destrutivos podem ser redirecionados e culminar em um valor social positivo”. Tal fenômeno, cunhado de sublimação, é comum através do esporte, que ajuda muitos jovens pobres a sair do crime e das drogas. No entanto, o país ainda carece de estrutura e estimulo à atividade esportiva. Logo, ações governamentais se fazem necessárias.
Mormente, é necessário frisar o poder transformador do esporte. Nesse sentido, a declaração de Giba, atleta brasileiro, de que “O volley me ajudou a sair das drogas”, dá uma dimensão desse potencial. Ademais, pesquisas da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, comprovam a relação entre a oferta da prática esportiva aos jovens e a diminuição da criminalidade. Sendo assim, a atividade esportiva é um recurso muito importante para a promoção da cidadania.
Porém, esse recurso ainda é pouco utilizado. De acordo com dados do Inep, apenas 26,8% das escolas públicas do ensino fundamental possuem quadras de esporte, o que dificulta a prática, principalmente pelos mais pobres. Concomitante à falta de estrutura física, existe a carência de estímulo as diferentes possibilidades de prática esportiva por parte da mídia.
Destarte, ações para estimular e possibilitar o esporte se fazem urgentes. O governo, utilizando a verba pública, deve construir, principalmente em regiões pobres e colégios públicos, quadras poliesportivas. Além disso, o Ministério da Educação, em parceria com os grandes veículos midiáticos - Rede Globo, SBT e Record - , deve divulgar matérias sobre os diferentes esportes, detalhando sobre seus benefícios sociais aos participantes. Essas ações aumentarão a atividade esportiva, permitindo que mais indivíduos sublimem seus impulsos destrutivos e promovendo a cidadania.