Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 05/10/2019
Na obra “Invictus”, retrata-se o esporte com caráter transformador, em uma sociedade Sul Africana recém-liberta do regime Apartheid. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é a displicência do Estado e da sociedade como um todo, em relação às práticas esportivas. Esse cenário antagônico é fruto tanto da desconsideração do Governo com relação ao potencial de resgatar jovens de situação de risco e promover melhorias na qualidade de vida, quanto do desinteresse dos jovens devido ao pouco ou nenhum incentivo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primordialmente, é essencial pontuar que a marginalização de crianças e adolescentes, é decorrente, entre outros fatores, da ausência de responsabilidades. Decorrente disso, acontece a exposição a drogas e inclinação ao crime, que podem ser substituídos pelo ambiente saudável e coletivo das práticas esportivas. A baixa adesão aos esportes deriva da pouca atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o desapreço da comunidade como promotor do problema. A falta de apoio moral, incentivo financeiro, locais para treinamento e acompanhamento adequado, contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de estimular a prática esportiva, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Esporte, será revertido em ações em colégios e instituições de ensino, através de torneios interclasse anuais, nos quais os alunos que mais se destacarem, recebam oportunidades de bolsas para ensino superior. Também, determinar uma verba específica para melhora de infraestrutura esportiva nas escolas e cidades. Desse modo, o Estado terá em suas mãos um instrumento de cidadania, com a competência de Nelson Mandela, em “Invictus”