Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 10/10/2019
Aristóteles, em uma de suas teses, afirma que o homem é um ser de natureza social e carece, portanto, de meios que permitam o exercício da cidadania e da adequação à sociedade. Nesse sentido, o esporte configura-se como um meio que proporciona o exercício da cidadania e a socialização das pessoas, visto que, por ele, há inclusão de pessoas diversas e equidade entre elas. Isso se evidencia não só com a igualdade com que os atletas são tratados no esporte, como também, na inclusão social propiciada.
Primordialmente, no filme “Coach Carter – treino para a vida” é ilustrado a vida de Ken Carter, dono de uma loja esportiva e ex-aluno de uma escola, o qual aceita ser o novo treinador de basquete. No decorrer do enredo, ele explicita a necessidade de se investir na área do esporte na infância e na adolescência, tendo em vista a igualdade e a interação promovida pelos jogos entre a faixa etária. Dessa forma, mesmo fora da ficção, o esporte configura-se como um meio eficaz de superação e integração de pessoas, sobretudo, jovens.
Em segundo plano, o filme “Invictus” ilustra a atuação de Nelson Mandela na copa do mundo de Rúgbi, o qual usa o esporte como meio de unir a população separada pelo Apartheid. Da mesma forma, no Brasil, o esporte atua como um instrumento eficaz de inclusão social, tendo em vista que, por meio dele, as pessoas de classes econômicas diferentes se unem com o mesmo propósito e interagem independentemente do modo de vida individual. Em síntese, o esporte configura-se como um inclusor social benéfico mutuamente e, por isso, necessita de meios e investimentos para a perpetuação.
O esporte no Brasil demarca as barreiras inclusivas e igualitárias. Dessa forma, urge que o Governo Federal, em parceria com o Ministério da educação (MEC) invista na área esportiva das escolas, por meio da obtenção de materiais e com a contratação de professores especializados, com o fim de acessibilizar o esporte aos alunos e promover a socialização dos jovens. Ademais, é imprescindível que o Ministério do esporte, por meio de Mídia, invista em campanhas públicas que visem a instruir sobre o acesso ao esporte e explicitar à população os benefícios do esporte no país. Assim sendo, a socialidade inata ao homem, proposta por Aristóteles, terá êxito no Brasil com o esporte como o precursor das relações sociais.