Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 16/10/2019

“Eu tenho um sonho”. Foi com essa frase que o ativista dos direitos civis, Martin Luther King, iniciou seu discurso em 1963 nos Estados Unidos. Na realidade brasileira, decorridos mais de 50 anos, ainda existem grupos que estão à margem da participação civil. Dessa forma, é imperioso destacar que o esporte pode amenizar a problemática, colaborando para a inclusão social e para o fomento à cidadania.

Inicialmente, a inserção social de entes em vulnerabilidade, por meio do esporte, ocorre de forma perene quando recebe incentivos. Desse modo, ao realizar atividades esportivas com regularidade, o indivíduo é incorporado a um grupo com objetivos compartilhados que emula seu comportamento mediante a disciplina. Segundo Nietzche, esse fenômeno denominado efeito manada, advém da tendência do homem de repetir o padrão de conduta do do agrupamento ao qual pertence, de maneira análoga a um rebanho. Destarte, as possibilidade de ascensão, tanto esportiva quanto educacional, são majoradas pela construção da atitude comum e positiva.

Ademais, a prática esportiva estimula a cidadania de forma íntegra. De acordo com Immanuel Kant, a ética " a posteriori" é baseada na evidência empírica. Logo, infere-se que a experiência da cooperação desportiva leva a constituição da ética supracitada. A título de exemplo, as Olimpíadas são um evento em que o atleta ao participar da competição tem que aderir ao “fair play”, que é um conjunto de regras que o “cidadão olímpico” deve seguir para o bem de todos. Assim, corroborando o conceito Kantiano.

Portanto, deve ser criado, pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Esporte, um programa de incentivo ao esporte em escolas. Isso deve ocorrer por intermédio da criação de quadras poliesportivas e da contratação de professores de Educação Física, para estimular o aumento da participação de crianças e adolescentes no mesmo. Isto posto, a inclusão deixará de ser um sonho e passará a ser realidade.