Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 18/10/2019

A célebre frase de Friederich Hegel já afirmava que o Estado deve proteger seus filhos, mas ainda assim nem todos os cidadãos são contemplados com todos os seus direitos previstos na Constituição Federal de 1988. Hodiernamente, o esporte vem ganhando cada vez mais espaço para amenizar esse problema que atinge milhares de brasileiros seja nas escolas ou em projetos sociais nos bairros próximos, já que muitos dos bairros da periferia não têm infraestrutura adequada.

Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que um dos obstáculos para a oferta da cidadania é o preconceito social, étnico ou qualquer outra forma de diferenciação. Contudo, esses critérios impostos não são utilizados para nivelar a dedicação ou destaque no esporte das pessoas contempladas pelo esporte como ponte para a cidadania. Como exemplo temos o ex-jogador Pelé, em que se tornou ídolo para muitos brasileiros depois que mostrou e provou seu talento com a bola e mesmo assim sua namorada branca, rica e famosa foi questionada sobre sua escolha de namorar um negro.

Outrossim, deve-se apontar a falta de infraestrutura nos bairros da periferia que por estar distante do campo de visão dos governantes, não são agraciados com estruturas sociais. A indiferença do poder público para com essa população promove uma marca principalmente nos juvenis, com consequências como a estagnação ou retrocesso social. Ainda que a mobilidade da pirâmide social é passível para todos, o caminho para a cidadania é estreito para essa parcela da sociedade. A utilização de espaços públicos embora não seja visando o ingresso no atletismo é uma ferramenta poderosa para a vida cidadã como forma de aplicar o respeito ao próximo, disciplina, dedicação e promoção de uma vida mais saudável.

Com o intuito de amenizar essa problemática e fazer valer a frase de Hegel, o Governo Federal deve subsidiar os Governos Municipais com verbas públicas ou com parcerias de empresas privadas, para implantar estruturas sociais como quadra poliesportivas em bairros mais precários. Além disso, incentivando projetos sociais com profissionais capacitados não só para alunos ofertados mas também  para as famílias carentes direcionando-as para setores sociais do municípios para que sejam atendidas em suas necessidades. Somente sabendo da real necessidade do cidadão é que o poder público poderá ajudá-lo de forma precisa e rápida.