Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 30/10/2019
As Olimpíadas, emergentes na Grécia Clássica, postularam-se acordo de paz ante ao período de guerras na comunidade grega. De maneira análoga à Idade Antiga, o esporte atua como imponente ferramenta de inclusão e administração do conceito de cidadania. No entanto, a território nacional, a inserção dessas práticas são incompletas e apresentam importantes entraves na sua dinamização. A saber, a fragilidade do governo, o qual se desprende de ações sociais, sobretudo, no ramo desportivo, somado pela falibilidade da coesão entre escolas e atividades físicas, induzem a problemática no Brasil.
Em primeiro plano, há de se analisar que a banalização estatal frente à importância dos desportos na população apresenta-se como estorvo nacional. Isso porque, fadada às irrisórias medidas de integração das classes baixas, a ausência de ginásios olímpicos em áreas periféricas coíbe a participação geral da sociedade na vida esportiva. Com isso, o afastamento de medidas de recreação, acabam por agravar a marginalização de tal camada e, assim, perpetuar a problemática da segregação no Brasil. Logo, a Primeira Lei de Newton pode conjecturar-se ao contexto supracitado, tendo em vista a necessidade do Estado na atuação de sua força resultante para reverter o quadro de má distribuição de dinâmicas físicas para romper o estado inercial. Dessarte, depreende-se a liquidação dessa conjuntura.
De outra parte, cabe observar a importante funcionalidade da educação no impulso à atividade esportiva nas comunidades. Entretanto, atrelada a um modelo arcaico de ensino - que visa, sobretudo, ao aprendizado das matérias básicas - a estrutura do plano escolar nacional é desconectada, majoritariamente, da diversidade curricular. Dessa maneira, a questão supracitada é contrária ao pensamento de Paulo Freire, uma vez que o educador fomenta a importância da estrutura educacional no desenvolvimento do aluno, enquanto participante de um meio social. Sob essa ótica, é possível postular a necessidade de instrumentar o esporte na carreira estudantil, de forma a estimular a interação dos alunos com aquele e, consequentemente, com a inclusão geral.
É, portanto, indubitável a importância do esporte como ferramenta de cidadania e isonomia social e, por isso, urge sua inclusão no território verde-amarelo. Para tanto, cabe ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, em consonância com as Secretarias Municipais de Esporte e Lazer, desenvolver infraestruturas, tais quais, ginásios, quadras e campos de futebol em regiões marginalizadas, a fim de tornar as atividades físicas um método democrático de saúde e educação. Além disso, é papel das Secretarias Estaduais de Educação aprimorar a utilização da Base Nacional Comum Curricular, com o fito de inserir as disciplinas desportivas no meio escolar com maiores durações e diversificação de esportes, para que os alunos louvem de um completa associação social.