Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 22/10/2019
Desde o século XIX quando classes trabalhadoras lutaram para serem inclusas nos times de futebol, esporte até então ligado apenas à elite, o país vem criando cada vez uma ligação histórica intrínseca entre o esporte e a luta por cidadania que perdura até os dias de hoje e move a luta por maior democratização e difusão de áreas para prática de esportes e que também demanda medidas públicas de ressocialização através do esporte.
Segundo o Instituto nacional de estudos e pesquisas educacionais Anísio Teixeira (INEP), menos de 30% das escolas públicas de ensino fundamental tem quadras esportivas, ao passo que dentre as particulares quase 60% as têm. Além disso, áreas carentes próximas à escolas públicas não costumam apresentar locais seguros e com infraestrutura para a prática de esportes. Tudo isso tira de jovens de baixa renda a possibilidade de obtenção de melhores condições de vida através do esporte e os deixa mais susceptíveis à cooptação por grupos criminosos.
Ademais, a pratica de esportes organizados, por detentos, que poderia diminuir a violência dentro dos presídios e ser um caminho para a ressocialização e até obtenção de um emprego não é incentivada nem facilitada pelo Estado.
Diante do exposto, é evidente que Esporte e cidadania sempre estiveram intrinsecamente ligados no país e que medidas devem ser tomadas para ampliação de sua prática. Cabe ao Estado a parceria com empresas privadas na construção de quadras esportivas comunitárias em escolas públicas para o uso dos alunos. Essas quadras levariam o nome das empresas que as construiu, empresas essas que teriam parte do valor gasto abatido em seus impostos. Ao Legislativo, cabe a criação de leis que permitam que detentos possam trabalhar em clubes esportivos durante o dia, voltando à penitenciaria à noite, desde o início do cumprimento da pena desde que esses não tenham cometidos crimes hediondos.