Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 29/10/2019

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere a prática de esporte e cidadania nos brasileiros. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de incentivo para o esporte e a falta de respeito entre cidadãos.

A princípio, a falta de incentivo ao esporte caracteriza-se como um complexo dificultador. Segundo dados do Inep, menos de 30% das escolas públicas do Brasil têm quadra, ou seja, mais de 50% dessas instituições não incentivam o esporte por falta de recursos. O estímulo à prática de esporte não vem sendo realizado com sucesso, o que é de extrema importância, pois diversas doenças se originam do sedentarismo.

Sobre outra perspectiva, a falta de respeito entre os cidadãos influência na problemática, visto que as pessoas não acatam as outras, gerando assim um país conflituoso e com desavenças. De acordo com Platão, a política tem como função preservar o afeto entre indivíduos de uma sociedade, porém, se os habitantes não praticam esse afeto e generosidade, o papel da política torna-se mais complexo e faltoso.

Diante dos fatos supracitados, é indubitável a necessidade de medidas eficazes e peremptórias para que alterem essa realidade. Dessa forma, o Ministério da Educação junto com a Secretaria de Esporte devem efetuar campanhas ao incentivo esportivo nas escolas, através de profissionais da área promovendo jogos e brincadeiras com os alunos, afim de estimular os estudantes a praticarem esportes. Com isso, talvez, o universo de “O Auto da Barca do Inferno” permaneça apenas na ficção.