Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 30/10/2019

As últimas décadas do século XX, no brasil e no mundo globalizado, foram marcadas pela ascensão de diversos eventos esportivos, dentre os quais destacam-se as olimpíadas e a copa do mundo. Nesse sentido, tal realidade aumentou a empatia do brasileiro para com o próximo, uma vez que a torcida busca a vitória do time, independentemente da origem e da cor dos atletas. Dito isso, fica evidente que o esporte promove a cidadania. Entretanto, nota-se que no Brasil ainda são frequentes casos de violência nas atividades esportivas e de ginásios de esportes públicos mau cuidados. Essa é uma problemática a ser solucionada não só pelos poderes estatais, mas por toda a coletividade.

Em primeiro plano, é lícito postular que os esportes são meios de entretenimento e competição, responsáveis pelo carinho e admiração  dos torcedores para com diversos atletas. É factual, portanto, que a atividade desportiva é uma ferramenta de inclusão social, uma vez que o lazer e a competitividade superam problemas relacionados ao preconceito. Todavia, quando se trata do time ou do esportista adversário, diversos torcedores permitem que a rivalidade supere a empatia, e amplas formas de violência, como principalmente a verbal, tornam-se frequentes durante os eventos competitivos. Exemplo disso, é o caso documentado pelo site Globoesporte, que mostra que, em 2019, diversas pessoas insultaram o jogador apelidado de “Ganso”, durante um jogo de futebol.

Ademais, é preciso compreender a relevância de preservar e modernizar  ginásios de esportes públicos. Isso porque é fundamental para estimular a prática das atividades esportivas a boa qualidade de onde elas são praticadas. Ainda também, é imprescindível a construção de novos estádios, pelos poderes estatais, em cidades interioranas, uma vez que, assim como exemplifica o instituto lobo, mais de 40 municípios, somente no nordeste, apresentam apenas um estádio ou campo de futebol em seu território.

Logo, fica evidente que o esporte é uma eficiente maneira de proporcionar a inclusão social, e que para que isso ocorra de forma eficiente, no Brasil, ainda é preciso solucionar algumas problemáticas. Dessa maneira, segundo as ideias do Iluminista John Locke e do sociólogo Émile Durkheim, cabe aos estados e a toda a coletividade, respectivamente, buscar por maneiras de promover o bem comum. Nesse contexto, essas iniciativas giram em torno do aumento do policiamento nos campeonatos, que com o apoio dos torcedores, busque por expulsar qualquer pessoa que fizer um ato de violência. Além disso, é fundamental o investimento estatal na modernização, construção e manutenção de novos ginásios de esportes públicos em cidades que carecem desses. Somente dessa forma, o esporte brasileiro pode cumprir a sua função social de lazer, entretenimento, competição e inclusão.