Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 09/05/2020

Na antiga Grécia, jogos esportivos eram amplamente difundidos, o que permitia a interação entre indivíduos e diferentes povos. Com o avanço do tempo, o governo brasileiro esqueceu da importância da prática desportiva, de modo a demonstrar descaso para com a atividade.

O esporte possui diversas contribuições cidadãs. Por meio dele, é possível conseguir a inclusão social de pessoas que eventualmente seriam vítimas de preconceito. Felippe Reis foi o primeiro judoca, detentor da Síndrome de Down, a conquistar a faixa preta, de maneira a alcançar uma posição de destaque, o que seria mais complexo sem a ajuda do desporto. Além disso, o judô proporciona uma série de construções de valores, como o respeito ao próximo, resiliência e hierarquia, os quais são fundamentais para  a formação de um caráter cidadão.

Entretanto, o Estado não dá a devida atenção à prática. A não construção de parques públicos com espaços para execícios físicos, e a falta de manutenção aos que já existem, é um fator desmotivador, o que torna a população mais sedentária. Porém, mesmo quando há investimento, existe um foco excessivo no futebol, causa desconvidativa àqueles que preferem outros esportes. ONGs também sofrem com preços exorbitantes para a construção de um espaço adequado e, principalmente, com a aquisição de objetos para a prática do desporte, o que indica a dificultação do governo.

Destarte, cabe ao Ministério da Cidadania incentivar Organizações Não Governamentais, por meio da redução de taxas sobre equipamentos voltados à prática esportiva. Em adição, parques públicos devem ser construídos e reformados, com espaços para o exercício de diversos esportes, além de possuírem manutenções constantes. Assim, um maior número de pessoas poderão exercer práticas físicas, de modo a diminuir o índice de sedentários no país e a aumentar os valores de cidadania no povo. Dessa maneira, o Brasil passa a colocar o “progresso” da bandeira em prática.