Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 10/05/2020
Melhoria na saúde física, mental, redução de estresse, melhora na concentração, ajuda na socialização. Uma vez citados alguns dos benefícios trazidos pelas práticas esportivas cabe analisar o porquê de sua desvalorização. Apesar do papel indispensável que os exercícios físicos corporais tem exercido na história do ser humano ao longo do tempo -como agente pacificador atuante na Grécia Antiga- o governo e a população se mostram negligentes e indiferentes.
Inicialmente o desporte pode ser visto como apenas algo como um hobby, passatempo. Por conseguinte surge a falta de investimentos públicos e privados, ausência de iniciativas de construção e melhorias em nosso país que ajudam a agravar os problemas sociais e a estagnação desenvolvimental. Dessa maneira, fere o estado de cidadãos que todos os brasileiros possuem, pois segundo o sociólogo Thomas Marshall cidadania consiste no equilíbrio mutual entre os direitos civis, políticos e sociais.
Nota-se que o esporte é uma forte ferramenta que pode ser usada para um bem maior em nossa sociedade. Um exemplo realístico é a superação obtida por Jesse Owens durante os Jogos Olímpicos realizados em plena Alemanha nazista, um negro que ganhou medalha de ouro e ainda por cima era norte americano. Não obstante da realidade, temos, Rafaela Silva uma judoca oriunda de um ambiente afastado, as zonas periféricas do Rio de Janeiro, de uma comunidade de ambiente violento, que era a Cidade de Deus. Dessa forma, pode-se concluir a eficácia e o poder, além dos benefícios físicos e mentais que as atividades físicas promovem em um todo.
Por fim, cabe a atletas como a Rafaela Silva divulgarem e influenciarem o esporte como ferramenta de superação, crescimento, desenvolvimento pessoal e inclusão através do seu testemunho, dicas e entrevistas por meio de suas redes sociais e outras plataformas de mídias que objetivem e alcancem conscientizar as pessoas, desse exercício tão eficaz e importante. Bem como faz-se necessário campanhas governamentais e também investimentos públicos que incentivem a prática esportiva. Adicionalmente, é imprescindível que exista maior integração entre o Ministério do Esporte e o Ministério da Educação: cultura esportiva escolar objetivando-se o estímulo e a prática dos exercícios desde cedo nos estudantes. Dessa forma, pode-se conseguir que o esporte seja mais valorizado, portanto, visto como algo profissionalizante e não apenas como um passatempo. Assim teremos uma sociedade mais harmônica e saudável como nas pólis da Grécia Antiga.