Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 29/05/2020
Tanto a cidadania quanto o esporte têm origem na Grécia antiga, ambos eram muito valorizados, porém somente os cidadãos poderiam praticar esportes e gozar de direitos. E essa classe era formada apenas por homens livres que nasciam na península Grega. Assim, a prática esportiva e o exercício da cidadania não constituíam elementos sociais amplamente inclusivos. Analogamente, na sociedade brasileira atual, embora declare-se constitucionalmente que o esporte é um direito de todos, a prática do esporte ainda não é totalmente inclusiva perante os jovens brasileiros, o que tem como consequência a má formação cidadã das futuras gerações.
A priori, a prática esportiva é um exercício da cidadania. A posteriori, segundo a Constituição brasileira de 1988, o esporte é um direito de todos e dever do Estado, ou seja, ao exercer a prática do esporte, o indivíduo também goza de seus direitos. Porém, esse fato não se evidencia na sociedade brasileira atual, posto que, de acordo com o INEP (Instituto Naci-onal de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), apenas 26,8% das escola públicas no Brasil possuem quadras esportivas. Esse fato demonstra a grande ausência da prática esportiva nas escolas brasileiras.
Consequentemente, visto que o esporte constrói valores morais e sociais na vida dos indivíduos - como a habilidade de trabalhar em grupo e a importância de saber lidar com a derrota - a sua ausência no cotidiano do jovem tem como principal consequência a sua má formação cidadã. O que, além de trazer prejuízos individuais, também torna-se um problema da sociedade brasileira, pois os sujeitos não estarão exercendo sua cidadania.
Portanto, Cabe ao Ministério do Esporte, juntamente com o Ministério da Educação, implementar políticas públicas que valorizem a prática esportiva nas escolas, por meio de palestras de conscientização sobre o tema e de construção de quadras e espaços esportivos, os quais irão constituir o cenário adequado para o exercício dos esportes e, consequentemente, da cidadania, a fim de que ocorra a inclusão dos jovens no esporte e que o Brasil não reflita as práticas da Grécia antiga.