Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 16/06/2020
No filme “Rainha de Katwe”, a jovem Phiona Mutesi, que mora em uma região pobre da África, encontra no esporte, o xadrez, uma forma de proporcionar uma vida melhor para sua família longe da pobreza. Assim como no filme, além do esporte ser uma profissão, é por meio dele que há a inserção de muitos brasileiros de baixa renda e deficientes. Logo, torna-se profícuo o debate acerca da inclusão de todos os cidadãos no esporte.
Primeiramente, é fulcral pontuar que a população com poucos recursos financeiros não tem acesso ao esporte. Nessa perspectiva, de acordo com o Artigo 217 da Constituição Federal, é dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais. Sob essa ótica, é perceptível que embora seja um direito dos cidadãos, não vem sendo assegurado, pois muitas pessoas ainda não praticam esportes no Brasil. Isso ocorre, uma vez que o incetivo ao esporte só é dado a camada privilegiada da sociedade, e consequentemente, excluindo crianças, jovens e adultos que não possuem condições de se deslocar ao centro da cidade para treinar ou comprar materiais necessários à prática esportiva.
Ademais, faz-se imprescindível compreender a importância da participação de deficientes em diversos tipos de esportes. Nesse sentido, primordialmente, é preciso o fim do pensamento preconceituoso. Na obra de Machado de Assim, Memória Póstumas de Brás Cubas, por exemplo, o narrador descreve uma mulher com diversas qualidades, porém “coxa”, mostrando um pensamento errôneo. As pessoas deficientes precisam ser incluídas e o esporte tem um papel importante nessa ação, além da socialização melhora o coordenação motora. Desse modo, é necessário a criação de diversos projetos que inclua diversos brasileiros que estão distantes do esporte e não conhecem os seus benefícios.
Em suma, percebe-se que medidas são necessárias para solucionar o óbice. Portanto, cabe ao Ministério da Cidadania a criação de programas sociais esportivos, por intermédio de investimentos em praças nas áreas periféricas das cidades com quadras poliesportivas, demarcações para a passagem de pedestres e ciclistas, acessibilidade a pessoas com deficiências, equipamentos de malhação e aulas de diversos esporte para todas as faixas etárias e tipos de deficiência, com professores qualificados na área de Educação Física, a fim de que todos tenham acesso ao esporte e proporcionar uma vida melhor para si mesmo e toda a sua família, como feito por Phiona Mutesi.