Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 04/06/2020

Em várias civilizações antigas, a prática esportiva é acometida sobre os mais variados conceitos. Os Incas, por exemplo, viam o esporte como um ato de adoração divina. Já os Gregos, por vez, como uma celebração das estações do ano. No Brasil, o esporte é tido como ferramenta de inclusão social, todavia o atual cenário do país, torna-se totalmente distópico daquele retratado nas civilizações antigas, uma vez que o fator financeiro somado a negligência do estado corroboram para acentuar a ilusória cidadania-desporte. Nesse sentido vale  analisar os fatores que contribuem para essa problemática.

Inquestionavelmente, é possivel perceber a condição financeiro como um agente de exclusão social. Isso se nota, tanto em espaços como clubes esportivos, quanto em atividades das quais somente o dinheiro permite o acesso, como a esgrima, a canoagem e o polo. Além disso, vale destacar que segundo dados da UNESCO ( Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura), é possivel afirmar que onde existem programas de apoio ao esporte para crianças e adolescentes, há uma queda anual de 30% nos índices de criminalidade. Nesse aspecto, o Estado, torna-se o principal impulsionador do problema. Isso porque, na maioria das comunidades periféricas, o governo não é atuante, de modo que são poucos os projetos sociais que lidam com o retrocesso do crime por meio das vias esportivas, como é o caso da ONG, Porjeto Esporte para Todos, que só no Rio de Janeiro atende 2000 mil pessoas todos os anos, levando aulas de ginástica artística e boxe. Com base nisso, fica evidente a necessidade de um Estado mais ativo nas causas que competem a constituição do país.

Depreende-se, portanto, que no Brasil, a falta de inclusão administrativa e social no esporte é um problema a ser combatido. Para tanto, o Ministério da Cultura devem atuar por meio de políticas sociais que levem a educação esportiva para escolas públicas e comunidades carentes. Além do mais, por meio de ONGs ligadas ao esporte, como o projeto Esporte para Todos, devem incetivar outras atividades lúdicas, como natação, vôlei e jiu-jitsu, por intermêdio da contratação de professores que atuem tanto em estabelecimentos de ensino público, quanto em comunidades carentes, diminuiria drasticamente os índices de criminalidade , assim como nos dados da UNESCO. Dessa forma, a cidadania esportiva, se tornaria um campo mais participativo e democrático.