Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 21/06/2020

Na aclamada série de livros e filmes, “Harry Potter”, o quadribol, principal esporte do mundo da magia, tem um papel fundamental para a integração dos alunos da escola de Hogwarts na sociedade dos bruxos, fazendo-se presente e destacando-se em todas as produções da saga. Não distante da ficção, o esporte no Brasil empenha um papel valioso para a identificação e inserção da população na própria sociedade. Entretanto, o acesso às práticas esportivas encontra-se restrito, na maioria das vezes à pessoas com baixo poder aquisitivo e que vivem em regiões periféricas. Isso ocorre, em virtude da escassez de políticas públicas que visam disseminar a prática de esportes no país, construindo, nesse sentido, um país sem identidade e com poucas oportunidades de lazer e cultura aos cidadãos.

Em primeira análise, vale ressaltar que o direito ao lazer no Brasil encontra-se assegurado no artigo sexto da Constituição Federal de 1988. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de uma forte atuação do governo federal no cenário desportivo, principalmente no que tange a criação de espaços de esporte e lazer. A falta de amparo por parte do poder público nesse setor, culmina em diversos prejuízos para a população, sobretudo, na criação de uma identidade social e cultural.

Por conseguinte, uma sociedade que não tem acesso à cultura, segundo Aristóteles, não alcança a plenitude humana,  logo torna-se indiferenciável do restante dos animais. Nessa lógica, a falta do esporte na vida das pessoas  é um fator primordial uma vida saudável, sem ele, por exemplo,  a ascensão da entrada de jovens na criminalização acaba por ocorrer.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge que o Ministério da Cidadania, com o auxílio de ONG’s, realize a criação do centros e espaços propícios para a realização de esportes, sobretudo, em regiões mais vulneráveis, em que não se encontra muito contato com tal cenário. A fim de que uma sociedade mais igualitária e rica em cultura seja alcançada. Com tais implementações, quiçá a problemática do Esporte e Cidadania tornar-se-á uma mazela passada na história do Brasil.