Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 08/07/2020

Segundo a Primeira Lei de Newton -a Lei da Inércia-, um corpo tende a permanecer em sua trajetória até que uma força suficiente atue sobre ele, mudando-o de percurso. A partir disso, vê-se que o esporte, na sociedade brasileira, é uma ferramenta de inclusão social de grande importância, porém, ele ainda enfrenta grandes dificuldades de acessibilidade, principalmente, pela camada mais pobre da sociedade. Com isso, ao invés de agirem como forças capazes de mudar o percurso da falta de acesso do esporte, a família e o Estado acabam corroborando para o problema. Diante disso, cabe analisar os fatores que contribuem com a problemática.

Precipuamente, é essencial pontuar que a família é promotora do impasse. Desse modo, ela -desde cedo- não incentiva as crianças a prática de esportes, muito menos as incentivam a terem carreiras profissionais no meio atlético. Assim, a família acaba  instruindo as crianças apenas para um futuro profissional nas carreias acadêmicas e deixando de lado a possibilidade de possuírem uma carreira profissional no meio do esporte, com a falsa impressão de que o esporte “não tem futuro”. Nesse sentido, a família corta muito a chance de crianças terem a intensão de ascenderem, socialmente e economicamente, por meio do esporte. Dessa forma, a família contribui com o percurso do problema.

Ademais, é imperativo ressaltar que o Estado corrobora com o percurso da falta de acessibilidade do esporte na sociedade brasileira. Assim sendo, o Estado se mostra negligente no meio esportivo do país, o qual não tem acessibilidade adequada à pessoas carentes. Essa falta de acesso à pessoas de baixa renda é resultado da falha no direcionado de capital para o meio desportista em escolas e áreas públicas. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep 2009) revelam que apenas 26,8% das escolas públicas de ensino fundamental possuem quadra de esporte. Dessa maneira, evidencia-se que o Estado contribui com a trajetória da problemática.

Portanto, é imprescindível uma tomada de medidas para que o percurso da falta de acesso ao esporte, na sociedade brasileira, cesse. Dessarte, o Estado deve investir em campanhas publicitárias que visem a compreensão familiar sobre a importância do esporte na formação do cidadão, por meio da mídia -rádio, televisão e internet-, a fim de que as famílias incentivem os jovens tento a praticarem esporte, quanto instruírem a terem carreiras profissionais esportivas. Além disso, o Ministério Público deve direcionar mais capital para o meio esportivo. Tal investimento será transformado em mais quadras nas escolas públicas, com uma melhor estrutura, e em espaços voltados à prática de esportes  em locais de maior pobreza, a fim  de incluir o maior número possível de pessoas carentes no esporte. Só assim, o percurso da falta de acesso ao esporte, na sociedade brasileira, caminhará para a extinção.