Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 02/09/2020
A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6º, dispõe dos direitos sociais inerentes a todos os cidadãos, como por exemplo, o laser. Inegavelmente, o esporte atua como principal agente cultural na construção do organismo social. Contudo, em um Brasil cada vez mais elitizado torna-se demasiadamente difícil garantir o bem-estar e priorizar os meios de ascensão dos indivíduos.
Em primeira análise, é evidente que a edificação da cidadania é possível através dos esportes. Segundo a Teoria da Psicologia Genética, de Piaget, para que o indivíduo desenvolva sua razão, afetividade e moral é necessária a mediação de um agente. Sob essa perspectiva, as atividades físicas, por conta de seu caráter lúdico, promove a cooperação, o respeito e a dedicação entre seus jogadores. Desenvolvendo, assim, uma sociedade mais justa e equilibrada.
Entretanto, os altos níveis de desigualdade social interrompe o progresso da civilização. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que há no país cerca de 14 milhões de pessoas em situação de extrema pobreza. Nesse sentido, jovens habitantes da periferia ingressam no mercado de trabalho cada vez mais cedo, e por consequência, perdem oportunidades de ascender socialmente por meio do esporte, como foi o caso de Ronaldo, o fenômeno.
Depreende-se, desse modo, a necessidade de promover o esporte para garantir a emprego pleno da cidadania. Para isso, o Ministério Público, juntamente com as Câmaras Municipais, pode promover um programa social de “bolsa esporte” dentro das escolas, oferecendo auxilio financeiro para os jovens que se destacarem nas atividades físicas. Assim, poder-se-ia ajudar as comunidades periféricas e possibilitar a ascensão social.