Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 16/09/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos promulgada pela ONU, assegura a todo e qualquer indivíduo o direito à cidadania e ao bem-estar social. Nesse sentido, percebe-se a grande importância do esporte como ferramenta de inclusão, interação, disciplina pessoal e um grande transformador social que muda a realidade de muitos jovens, especialmente, aqueles com poder aquisitivo menor. Porém, os principais fatores que impedem a promoção do esporte as comunidades carentes são: falta de verba estatal e desigualdade social.
Em primeiro plano, segundo o sociólogo Émille Durkheim, anomia social é um termo que retrata o estado de caos o qual uma comunidade vivencia. Nessa ótica, a falta de capital governamental destinado a ONGs e outros centros de apoio as pessoas carentes é um fator limitante no desenvolvimento de práticas esportivas nessas comunidades, afinal, existem aglomerados urbanos que não possuem se quer escolas. Além disso, as poucas instituições escolares que ainda existem nas favelas encontram-se em condições precárias, evidenciado pela falta de professores tanto de educação física como de outras disciplinas, salas depredadas,quadras esburacadas e ausência de equipamentos básicos como, bolas e redes. Logo, é nítido que o esporte, junto ao caráter pedagógico é detentor da habilidade de transformar realidades pessoais e formar os cidadãos críticos e conscientes, mas sem ajuda financeira da alta cúpula governamental isso não será possível.
Em segundo plano, é importante frisar que o esporte é considerado um ofício que pode levar a ascensão social de muitos adolescentes,como por exemplo, o jogador brasileiro Romário que veio de uma família pobre da cidade do Rio de Janeiro e conseguiu destaque no futebol, ajudando, financeiramente, a sua família. Em contrapartida, casos como o citado não acontecem de forma frequente, haja vista a desigualdade social existente e a falta de oportunidades que impedem o seguimento de alguns jovens na carreira esportiva.Nesse ínterim, por falta de atividades extraescolares como treinos de futebol e vôlei, muitos jovens ficam com o seu tempo ocioso, vendo na criminalidade a única saída para se conquistar capital,fortalecendo, assim, o crime organizado no Brasil.
Destarte, cabe ás escolas adotarem o modelo de ensino politizador a fim de que, desde a mais tenra idade, as crianças sejam educadas por meio de palestras e aulas de educação física sobre a importância do esporte como ferramenta de inclusão e ascensão social, para que, assim, esse alunos cresçam com o censo crítico apurado, tendo como base a disciplina e o altruísmo, que por sua vez são qualidades adquiridas no mundo esportivo.Somado a isso, esses alunos aprenderão que o esporte pode ser uma alternativa para se conquistar espaço na sociedade, seguido de um plano de carreira.