Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 27/10/2020

A Constituição Federal do Brasil, desde sua promulgação em 1988, consolida-se como um marco histórico da redemocratização do País e se destaca no cenário mundial pela defesa de direitos sociais fundamentais, a exemplo da prática desportiva. A despeito disso, três décadas após sua vigência, ainda causa preocupação na contemporaneidade a discussão acerca da falta de iniciativas para que o esporte seja uma ferramenta de inclusão social. Indubitavelmente, verifica-se a necessidade da sociedade de compreender o esporte como instituição social, bem como a importância do incentivo ao esporte escolar.

É preciso considerar que o esporte pode transformar a vida dos seus praticantes. Destarte, segundo Nietzsche, a vontade de potência leva o homem ao esforço para alcançar melhores condições na vida, sendo o esporte um dos meios pelo qual se alcança essa vontade. Assim, devem-se considerar as atividades de base, praticadas em escolas, como um dos principais alvos do investimento, sobretudo em regiões carentes, pois a prática esportiva auxilia na ascensão social de grupos desfavorecidos.

Entretanto, o desenvolvimento capitalista e dos meios de comunicação tornaram o esporte em uma mercadoria, de acordo com o colunista Roberto da Matta. Dessa forma, os esportes não vendidos em espetáculos de larga escala, como é o caso no futebol brasileiro, acabam sendo esquecidos e pouco praticados, dificultando ainda mais o acesso da população às diversas categorias esportivas. Logo, para haver transformação social é preciso democratização das modalidades.