Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 08/11/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos ( DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à cidadania e ao bem-estar social. Entretanto, o que se observa é que em pleno século XXI, ainda é possível identificar cidadãos que não possuem os seus direitos civis efetivados. Hodiernamente, as barreiras às quais separam os indivíduos do direito de acesso ao esporte impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.

Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um país. Todavia, ocupando a nona posição na economia, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente que possibilitaria a efetivação da cidadania através do esporte. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletido na atual organização social brasileira que tem suas bases centradas na exclusão de grupos que , durante muitos séculos, essas camadas sociais populares , não podiam frequentar os clubes de esporte , pois, apenas a elite brasileira possuía condições monetárias para tal, realidade a qual se estendeu até o século XX. Porém, mesmo com a criação de clubes populares, ainda é possível sinalizar a exclusão de determinados grupos que estão à margem da sociedade.

Faz-se mister, ainda, salientar a negligência do Estado brasileiro como impulsionadora da problemática. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é fulcral analisar que o Estado não utiliza de seus aparatos estatais, assim como, instituições para garantir a solidez nas relações sociais e garantir a efetividade do direito à cidadania. Analogicamente, na democracia ateniense, era dever do Estado garantir o direito ao esporte  para os cidadãos que através de suas regras e normas firmariam os seus direitos na pólis grega.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para resolver esse problema. Logo, o Estado por meio do Ministério da Cidadania e o órgão da Secretaria de Esporte deve instituir o fundo de inclusão esportiva que abranja todos os estados brasileiros com a finalidade de criar centros esportivos de alta tecnologia e olimpíadas regionais. Nesses sentido, o fito de tala ação é garantir a construção de um cidadão cada vez melhor. Somente assim esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador," Na mudança do presente a gente molda o futuro “.