Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 19/11/2020
Segundo Platão, a qualidade de vida tem tanta importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Dessa forma, uma das maneiras de garantir o bem-estar é por meio da prática esportiva. No Brasil, essa prática é dificultada por alguns fatores, e quando acontece, não há o intuito de se desenvolver o bom convívio em grupo. Ao invés de aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada pelo povo brasileiro, o poder público e a desigualdade social contribuem para que a realidade platônica seja uma utopia.
Em primeiro lugar, é preciso que o poder público seja analisado como empecilho para o bom desenvolvimento social. Segundo a Constituição, é dever do Estado garantir que todo cidadão brasileiro tenha direito ao bom desenvolvimento físico e social. Segundo o portal G1, cerca de 38% dos municípios brasileiros não possuem áreas adequadas para a prática esportiva. Sem essas áreas, a população perde oportunidades de usufruir dos benefícios dos esportes. Logo, ao não garantir o direito constitucional, se prejudica toda uma nação.
Em segundo plano, a revista Veja, cerca de 28% dos brasileiros não possuem oportunidades de praticarem esportes, além disso, 87% desses brasileiros são habitantes de cidades com alto índice de desigualdade social. Assim, moradores com uma boa condição financeira, convivem com clubes e áreas esportivas de qualidade, enquanto habitantes da mesma cidade, com uma pior condição relacionada às finanças, vivem em um ambiente inapropriado para praticarem esportes.
Portanto é preciso que o governo torne os esportes presentes em todos os municípios por meio da criação de áreas públicas que permitam a prática de esportes coletivos, em que o cidadão desfrute dos direitos constituintes. Essa medida seria implementada com apoio de empresas privadas, que iriam desfrutar de isenção de impostos ao apoiar a construção dessas áreas. Assim espera-se que todo cidadão desfrute da cidadania e a desigualdade social seja amenizada.