Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 28/11/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) garante a todos os indivíduos o direito à cidadania, lazer e ao bem-estar social. Conquanto, o Brasil, a inserção esportiva é uma estratégia para alcançar a cidade plena, visto que há falhas na aplicação dos princípios de isonomia no tocante a efetivação dos direitos impossibilitando que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Todavia, ocupando a nona posição da economia mundial, segundo o Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na falta de investimento das autoridades no incentivo a prática de esporte, em especial em comunidades pouco assistidas, pode vir a ocasionar um desvio de interesses dos jovens para atividades pouco benéficas. Segundo o Inep, apenas 26,8% das escolas públicas de ensino fundamental possuem quadras esportivas, o que dificulta a inserção das crianças nesse campo da sociedade. Diante do exposto, sem o comprometimento desse setor, o problema é agravado colocando em risco a cidadania do grupo.
Faz-se mister, ainda, salientar a ausência de políticas públicas efetivas como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mais de 100 milhões de pessoas com 15 anos ou mais não praticam esportes no Brasil. Desse modo, o baixo investimento do Estado em proporcionar programas sociais que estimule as práticas esportivas em ambientes públicos e que integre toda a sociedade.
Infere-se, portanto, é indispensável a adoção de medidas para que o percurso da falta de acesso ao esporte, na sociedade brasileira, cesse. Logo, cabe ao Governo, por meio do Ministério da Educação ofereça mais bolsas de estudo para que estimule a sociedade a prática de esporte, o aumento de incentivo de campanhas nas escolas, através de profissionais da área. Nesse sentido, o fito de tal ação é propiciar maiores chances de inserção, ascensão social e a melhoria da saúde populacional. Somente assim, esse problema será, gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o Pensador “na mudança do presente a gente molda o futuro”.