Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 27/12/2020
Promulgada em 1988, a Constituição Federal (CF), prevê em seu artigo 6°, direitos à saúde e ao lazer como inerentes a todo cidadão. No entanto, na realidade brasileira, o que se observa é o oposto do que a CF prega, uma vez que a prática esportiva como ferramenta de cidadania e bem-estar social não tem ganhado muita ênfase por parte do governo. Esse cenário adverso é fruto tanto do baixo investimento em infraestrutura de esportes nas periferias quanto do baixo apoio estatal à projetos esportivos sociais.
Em princípio, é vital pontuar que o baixo investimento em infraestrutura de esportes, principalmente em áreas periféricas, é o principal promotor do problema. Nesse sentido, é notável que, enquanto nas zonas centrais dos moradores, na maioria das vezes, desfrutam de estruturas públicas esportivas que fornecem manutenção constante, como periferias amarguram o sucateamento dos espaços de lazer ou até a ausência deles, o que reflete perfeitamente como socioeconômicas esses espaços. Assim, medidas são fulcrais para corrigir tal quadro deletério.
Ademais, é imperativo frisar que esporte funciona com um grande meio de ascensão social para a população pobre. À luz da ideia, o esporte brasileiro, em especial o futebol, é composto majoritariamente por atletas que possuem uma origem mais humilde, tornando esse esporte uma grande ponte de progresso socioeconômico desses jovens. Apesar disso, o governo possui baixa na participação maior parte desse processo, dado que são raros os projetos sociais esportivos que possuem financiamento governamental. Dessa forma, é preciso haver uma correção dessa postura estatal perante o tema.
Portanto, é fato que o baixo investimento em infraestrutura e financiamento no esporte é um problema a ser combatido. Destarte, cabe ao governo federal, mediante o Ministério da Cidadania, criar políticas públicas de integração social, por meio da construção e a manutenção de espaços públicos de lazer e esporte nas periferias, a fim de garantir que todos os cidadãos tenham acesso a esse tipo de estrutura como consta na Constituição Federal. Além disso, por intermédio desse mesmo Ministério, juntamente com Ong’s, financiar e desenvolver projetos sociais de educação e incentivo a prática esportiva, para que haja maior integração esportiva das pessoas de classes menos favorecidas. Quem sabe assim, a sociedade, gradativamente, alcance seus direitos assegurados na Carta Magna brasileira.