Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 19/12/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à cidadania. Entretanto, no Brasil, nota-se que a falta de inclusão das pessoas no esporte impossibilita que uma parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a negligência estatal e a violência.

Em primeiro lugar, é importante destacar a ineficiência governamental com o lazer. Nesse viés, observa-se que atualmente, uma parte das escolas públicas brasileiras não tem infraestrutura para a pratica esportiva, como quadra e piscina. Tal fenômeno comprova-se por meio de dados do Ministério da Educação e Cultura ( MEC), o qual prevê que cerca de 73,2% dos ambientes de estudo não possuem locais, por exemplo, para jogar futebol, basquete e vôlei. Diante do exposto, torna-se imprescindível ações do Estado para universalizar a participação no esporte.

Por conseguinte, é válido ressaltar o aumento da violência com a ausência do esporte. Nesse contexto, segundo o filósofo Arthur Schopenhauer os seres humanos são movidos pela vontade alcançar seus objetivos. Nessa lógica, principalmente os jovens que moram em regiões periféricas são impedidos de superar as desiguades sociais, por meio do esporte, por falta de oportunidades. Consequentemente, uma parcela dos cidadãos têm a criminalidade como única alternativa. Dessa forma é substancial que órgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.

Em síntese, a observação dos fatos presentes na sociedade reflete a urgência de viabilizar medidas para mitigar esse quadro caótico. Portanto, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério de Educação, promover a melhoria da infraestrutura esportiva, como a construção de quadras para praticar futebol e também piscinas para o exercício da natação, afim de aumentar a inclusão  social. Enfim, será possível impelir na sociedade uma coletividade fiel aos ideais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.