Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 11/01/2021

A Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro - garante a todos o direito ao lazer como inerente a todo cidadão. Conquanto, a extrema pobreza e a discriminação no esporte, mostra que parte da  população não desfruta desse direito na prática,dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que contribuam com a exclusão social no mesmo.

Em uma primeira análise, deve-se reassaltar os impactos deixados pela escravidão, lidando com o preconceito as pessoas de origem negra e baixa renda que sonham em ingressar na carreira de jogador.Essa conjuntura segundo o filoso contratualista Jhon Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir igualdade, independetemente de cor,raça ou classe, o que é evidente no país.

Ademais, convém frisar que o baixo investimento direcionado à área esportiva seja um impulsionador, impactando diretamente no direito de cidadania. Nesse sentido, fica claro que moradores de áreas periféricas sofram com a exclusão social, já que a implementação de campos e varzeas seja feita apenas em locais visiveis. De acordo com Darwin, “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais sábio e sim o que melhor se adapta”. Diante de tal exposto, pode-se dizer que a adaptação é fundamental, sendo o incentivo ao esporte por parte do governo o ideal para essa triste realidade. Logo, fica evidente a necessidade de mudança.

Deprende-se, portanto, a necessidade de erradicar a discriminação no esporte. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio de assembléias, faça um levantamento das áreas mais impactadas economicamente - sendo realizado investimentos para a construção de espaços de exercicio e a adição de escolhinhas de futebol, promovendo campeonatos entre os bairros locais - a fim de universalizar essa prática tão importante para a integração e lazer. Assim se consolidara uma sociedade mais justa, onde o estado desempenha corretamente seu “contrato social” tal como afirma Jhon Locke.