Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 12/01/2021
Durante as Olimpíadas do Rio em 2016, o mundo testemunhou a história de Rafaela Silva, a judoca brasileira treinada nas periferias cariocas que conquistou a medalha de ouro na sua categoria com mérito. O esporte e a cidadania estão cada vez mais inseridos no cotidiano do brasileiro, mas ainda precisam melhorar seu acesso para as periferias nacionais. Por isso, faz-se imperioso apontar que o esporte não é importante somente como forma de mudança econômica, mas também para a saúde.
No que tange esse assunto, de acordo com a constituição cidadã de 1988, é dever do Estado garantir o acesso ao esporte e ao lazer para o cidadão. Com base nisso, o esporte se tornou um dos principais meios de ascensão social, visto que muitos atletas do Brasil saem de comunidades e tornam-se símbolos para o futebol mundial, por exemplo. No entanto, muitas escolas pública ainda fomentam de investimentos para educação atlética de jovens, como narra a novela da Globo, “Totalmente Demais”, a história do personagem Cascudo, que deseja se tornar corredor profissional, sendo influenciado pelo novo professor de educação física de escola, mudando sua condição financeira e psicológica. “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida.” é uma célebre frase do pensador Séneca, em que explora a importância da educação como papel modificador na vida do ser humano.
Nessa perspectiva, é necessário que a ideia de saúde e esporte estejam atreladas na mente dos brasileiros, sendo a educação básica o principal método para atingir esse objetivo. Hodiernamente, o ser humano vê com descaso a prática do atletismo e, em reflexo disso, a obesidade e a diabetes nunca atingiram índices tão elevados, como aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Baseando-se no fato de que o córtex pré-frontal de crianças e adolescentes não é completamente formado até a idade adulta, cabe aos pais e as instituições de ensino a influência esportiva, aumentando a espectativa de vida brasileira e contornando doenças como a obesidade. É importante salientar que, além de beneficiar o físico, o esporte beneficia, também, a saúde mental das pessoas, liberando seretonina e dopamina no corpo do praticante.
Em síntese, cabe ao Ministério da Educação, direcionar uma maior quantidade de verbas para a manutenção de práticas esportivas nas escolas, principalmente as de ensino público, construindo arenas e convidando atletas que ganham a vida por meio desse para palestrarem, com o objetivo de conscientizar os alunos a importância e a mudança que o esporte fornece. Ademais, cabe a mídia televisiva e redes sociais expor os benefícios da saudável vida esportiva, com o uso de dados estatísticos e doenças contornadas por essa, com o fito de esclarecer seus usuários e influenciá-los a prática do esporte. Assim, o Brasil terá várias histórias como a de Rafaela Silva.