Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 15/01/2021

A Constituição Federal do Brasil, desde a sua promulgação em 1988, consolida-se como um marco histórico da redemocratização do País e se destaca no cenário mundial pela defesa dos direitos sociais fundamentais, a exemplo do esporte. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea são entraves que dificultam o pleno funcionamento da sociedade, fruto do impasse para a inclusão social no esporte, quanto da ausência da prática esportiva dos jovens. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária, é preciso analisar, seriamente, os subterfúgios, a fim de solucionar essa mazela social.

Precipuamente, é fulcral pontuar que no início do século XIX, o esporte era praticado pela fina camada da sociedade e por ingleses e seus descendentes, o qual poibia os clubes de inscrever indivíduos pobres em seus elencos, principalmente negros. Diante dessa perspectiva, não se pode negar o preconceito e discriminação no âmbito esportivo, presente desde o século XIX. Prova  disso é o que retrata no filme “Ela é o cara”, que gira em torno da protagonista Viola, que adora jogar futebol, mas a escola na qual ela estuda elimina o time feminino desse esporte, superando os desafios para a inclusão social. Tal realidade contemporânea vai de encontro a integração social, visto que a prática esportiva promove a socialização e a absorção de valores e conhecimentos.

Faz-se mister, ainda, salientar as vantagens oferecidas pelo uso de esporte atrelado à educação. Sob essa ótica, a prática do esporte dentro dos ambientes de ensino, possibilita a construção de uma sociedade mais empática, pois proporciona o conhecimento de novas culturas por meio das diferentes modalidades esportivas. Com isso, o sedentarismo e suas consequências negativas, como a obesidade infantil, tornam-se menos frequentes, acarretanto, dessa forma, no aumento da expectativa de vida, graças à movimentação do corpo.

Logo, mediante os impactos negativos ocasionados pela falta da prática esportiva, é preciso modificar a realidade. Urge ao Ministério do Esporte promover propagandas de inclusão social em meios televisivos, para que a integridade social seja alcançada. Além disso, cabe ao Ministério da Educação disponibilizar projetos por meio de aulas de educação física nas escolas, para que melhore o convívio social e, consequentemente, o desempenho escolar. Assim, seria o caminho para alcançar a integridade dos direitos sociais fundamentais.