Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 14/01/2021

Ulisses Guimarães – ex-deputado federal e participante da Assembleia Constituinte – ao promulgar a Constituição Federal de 1988, que está em vigor até os dias atuais, fez um discurso marcante com a promessa de tornar a Carta Magna a voz da sociedade rumo à mudança. No entanto, no que se diz a respeito ao acesso ao esporte, há uma visão de que os cidadãos ainda enfrentam barreiras no Brasil. Nesse âmbito, é lícito destacar como principais causas do problema a inclusão e desigualdade social. Tal qual, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes pelas autoridades competentes para reverter essa problemática.

Inicialmente, infere-se o incentivo à inclusão social de pessoas com deficiências no esporte, promovendo uma melhora no condicionamento físico e emocional dos indivíduos. Todavia, tem-se como exemplo a importância dos Jogos Paraolímpicos, iniciado na Itália, após a 2º Guerra Mundial, com o intuito de reabilitar militares feridos. Sendo assim, na atualidade, é o maior evento esportivo envolvendo a população que tem necessidades especiais, sejam elas, físicas ou mentais. Porém, a insuficiência de profissionais especializados e falta de investimentos para realização de atividades para essa parcela da população tem acarretado nesse impasse.

Ademais, outro entrave seria o abismo da desigualdade social, totalmente evidente no Brasil, fazendo com que seja incompatível o acesso igual de todos os cidadãos à prática de esporte em espaço escolar. Segundo Platão, em sua obra “Mito da Caverna”, a falta de conhecimento sobre a realidade nos mantém presos a um mundo limitado, onde é possível enxergar apenas a sombra do que acreditamos ser real. Por tanto, a falta de conhecimento de representantes governamentais sobre a necessidade da criação e de melhorias nas quadras de esporte para a população que faz uso da rede pública, torna-se irrelevante a ocorrência de ações voltadas para esse meio, que acabam sendo desfavorecidos.

Faz-se indubitável portanto, medidas para combater a falta de valorização do esporte na sociedade contemporânea. O Estado deve, por meio do Ministério da Cidadania – o qual integra desde 2019, o esporte – junto com atletas de variantes esportes promover a aproximação da população com o esporte, realizando torneios e olimpíadas nas escolas públicas e privadas que envolva pais e alunos, afim de fazer com que incentive a prática de tais atividades, como também promova o acesso igualitário à todas as classes. Espera-se com isso, trazer a inserção do esporte para os portadores de deficiência desde os anos iniciais, para que não se sintam desfavorecidos e incapazes de realizar tais atividades com os colegas. Ressalta-se que com isso, consegue-se uma população que luta em prol de seus direitos, e acarreta no desenvolvimento do país.