Esporte e cidadania na sociedade brasileira
Enviada em 15/01/2021
Segundo a Constituição cidadã, promulgada em 1988, o esporte é tido como direito social garantidor da dignidade humana. Contudo, fora do âmbito legal, tal contexto não se faz presente, visto que o acesso às práticas esportivas não é democrático. Nessa perspectiva, é primordial a análise acerca dos motivos dessa problemática apresentar-se, ainda na população brasileira.
Em primeira análise, vale destacar a ineficiência estatal em promover a reversão do quadro atual. Nesse sentido, a desvalorização do poder público faz-se evidente, uma vez que centro poliesportivos encontram-se majoritariamente em regiões centrais e além disso, não há infraestrutura adequada nas escolas. De acordo com o sociólogo, Émile Durkheim, criador do conceito “Funcionalismo” a sociedade funciona como um organismo vivo, sendo necessário a manutenção de todo os pilares sociais para sua eficácia. À vista disso, a negligência em relação ao esporte corrobora o aumento de anomias, a exemplo, a criminalidade.
Outrossim, é importante salientar que o esporte contribui tanto para a integração comunitária, quanto para a saúde dos indivíduos. No entanto, esses benefícios são ignorados por grande parcela da população, a qual imersa em um momento de pós terceira Revolução Industrial, priorizam o meio tecnológico. Dessa forma, as novas gerações tendem ao sedentarismo e o afastamento cada vez maior das atividades físicas.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para garantir a acessibilidade efetiva ao esporte. Logo, é dever do Ministério da Cidadania, órgão da administração federal, fomentar as práticas desportivas, por meio da construção de centros poliesportivos e a contratação de funcionários especializados. capazes de guiar o praticante em sua atividade. Com o fito, de despertar nos cidadãos brasileiros o interesse na prática de esporte e um ambiente adequado para suas atividades. Desse modo, a população poderá caminhar para a completude da cidadania.