Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 01/02/2021

No obra bibliográfica ‘’Zé Aldo: mais forte que o mundo’’, retrata a historia do primeiro campeão peso-pena do UFC, o amazonense Jose Aldo. No filme, reflexões acerca dos desafios em tornar o esporte uma profissão e a falta de incentivo Estatal podem ser relacionadas à realidade brasileira, quando se trata do esporte e cidadania na sociedade. Nesse sentido, é preciso entender suas causas e prováveis soluções.

A princípio, é possível perceber que essa circunstância se deve a questões estruturais. Durante a formação do Estado brasileiro, o futebol esteve presente em parte significativa do processo, seja por conquistas sucessivas em Copas do Mundo ou por ídolos nacionais como Airton Senna. No entanto, as dificuldades enfrentadas pelo atletas no decorrer da busca por ascensão profissional é marcado pelo preconceito cultural, por associarem o esporte apenas ao lazer mas também, pela falta de infraestrutura adequada nos ambientes públicos. Segundo T. H. Marshall, a Cidadania Substantiva consiste na extensão dos direitos civis, políticos e sociais para toda população de uma nação. Nesse viés, é notório como a atuação do governo pode um obstáculo no papel transformador do esporte e na promoção de cidadania aos indivíduos.

Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores sociais. Embora a Constituição Federal de 1988, determine, por meio art.1, que todo poder emana do povo, estabelecendo como ordem social primária a cidadania, a mesma é indiferente na valorização da atividade como forma de inclusão, devido a falta de infraestrutura e o incentivo a prática. Prova disso, são dados divulgados pelo jornal O GLOBO, na qual afirma que seis em dez escolas públicas no brasil não tem quadras de atividade física, apesar dos benefícios individuais e coletivos gerado pela pratica. Visto isso, é perceptível que a falta de assistência pela governo ameaça os direitos da sociedade.

Torna-se evidente, portanto que o esporte como precursor da cidadania na sociedade brasileira apresentam entraves que precisam ser revertidos. Logo, o Ministério da Economia, em parceria com empresas privadas, através de incentivos fiscal, estimular na criação de projetos esportivos - em ambientes escolares e profissionais- além de promover eventos que vissem financiar potenciais carreiras no esporte, de modo a impulsionar o bem-estar e ser mecanismos de mudanças sociais. Ademais, o Ministério da Cidadania, em adição com a Saúde, por meio do redirecionamento de verbas, deve criar quadras e locais de lazer em regiões estratégicas da cidade para mais, disponibilizar gratuitamente equipamentos para a prática, de maneira a promover a cidadania e a inclusão. Com essa medidas, talvez, desafios enfreados por José Aldo se distanciem da realidade brasileira.