Esporte e cidadania na sociedade brasileira

Enviada em 17/05/2021

A obra “Admirável Mundo Novo”, de Adous Huxley, os indivíduos eram sempre motivados a praticarem alguma mobilidade esportiva. Nesse contexto, sabe-se que o potencial do uso do esporte é uma ferramenta de promoção referente as questões nacionais, como a exclusão e, sobretudo, o preconceito, na qual o Governo do país não estimula a coletividade a praticar tal ação, ao contrário do Estado do filme. Nesse sentido, nota-se uma imagem de desleixo e omissão que apadrinha o futuro.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com o INEP, em 2016, o qual revelou que cerca de 65% das escolas públicas não possuem quadra de sportes. Nessa perspectiva, é substancial um olhar mais atento das autoridades, uma vez que a sociedade mais abastada colhe todo o azedume, por não ter acesso a essa prática de mobilidade, pois a ausência de quadras e locais abertos adequados para esse exercício são inexistentes, o que acarreta o aumento do sedentarismo e, por tabela, futuras doenças. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na ótica de Émile Durkheim, a teoria do “Fato Social”, pode ser comprovada na questão do potencial esportivo em influenciar o modo de agir e de pensar da sociedade. Sob esse viés, percebe-se que em comunidades carentes no país, verificou-se uma redução da violência, isso ocorre por causa dos bons valores sociais propagados no esporte, desviando grande parte desses indivíduos do mundo da criminalidade. Dessa forma, é fulcral que a coletividade reformule sua atuação, com o fito de haver mais melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado precisa investir em áreas apropriadas para o lazer e na qualificação de profissionais, por meio da redistribuição de verbas destinadas para tal fim, a fim de garantir o acesso à inclusão e, assim, o esporte será usado como meio para promover cidadania. Ademais, o olhar coletivo deve tonificar a tarefa de discussão acerca dessa mazela, por intermédio de palestras educativas e documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que o Brasil seja um exemplo nessa temática de esporte e cidadania.